Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (96)
19/05/2022
TEXTOS ANTIVIRAIS (96)

JACKSON BARRETO E VALADARES OS DOIS OUTRA VEZ NAS URNAS

Valadares e Jackson, já foram amigos e inimigos. Hoje, voltam a concorrer em campos diferentes, mas são apenas adversários. Após  o fracasso da chamada Nova Política, os dois, que dela não participaram, se animam a voltar, querendo fortalecer a frente democrática. E nisso, agora convergem.


Os ex-governadores Antônio Carlos Valadares e Jackson Barreto de Lima devem voltar a disputar mandatos nas eleições deste ano. Valadares pretende retornar à Assembleia Legislativa, onde, depois de ser prefeito de Simão Dias começou a frequentar a cúpula do poder. Foi presidente do Legislativo, foi líder do governo, iniciando uma trajetória que o levaria à Câmara Federal, ao Senado, à Vice–Governança e ao governo de Sergipe. Foi Secretário de Estado, foi prefeito interino de Aracaju. Filiado à ARENA, a roupagem paisana  do regime fardado, e “maior partido do mundo”, na definição ufanista do arenista chefe, o deputado mineiro Francelino Pereira, Valadares, líder do governo, teve embates acirrados com o jovem deputado estadual Jackson Barreto, líder do minúsculo e aguerrido MDB, a oposição tolerada, numa época em que se ouvia a Voz do Brasil para saber quem era o cassado naquele dia.
Jackson, tem biografia política quase do mesmo tamanho daquela de Valadares, com quem fez uma espécie de montanha russa de ódios e afetos, subindo ou descendo nas variadas circunstâncias.
Jackson foi menino pobre, filho de uma professora do interior e de um pai lutador,  criando uma família numerosa com um pequeno negócio, uma bodega, como naquele tempo se chamava.
Conseguiu, através do deputado federal Leite Neto, que era votado pelos seus pais, um emprego nos Correios. Era carteiro, e já estudante de Direito, conheceu Aracaju inteiro, dos bairros ricos às favelas, e nelas entendendo os mínimos detalhes da vida do povo pobre. Já militava no “partidão”, o PCB, embora, como ex-coroinha da igreja matriz da sua católica terra, Santa Rosa de Lima, tenha preferido permanecer com as suas devoções, sem aderir ao materialismo-científico de Marx e Engels. Com o golpe de 1964, filiou-se ao MDB, e logo, com grande votação, tornava-se vereador de Aracaju. Chegou à Assembleia Legislativa. Sempre combativo, ficava no fio da navalha entre a cassação e um calar de boca conveniente, que lhe permitiria manter os direitos políticos e concorrer a outras eleições. Preferiu a opção mais arriscada e coerente consigo mesmo, e tornou-se deputado federal, permanecendo na mira dos que decidiam sobre a sobrevivência ou morte política dos inimigos do regime. Foi vice de Marcelo Déda, o substituiu interinamente, enquanto o amigo  lutava pela vida, até o desfecho, quando assumiu, e depois disputou e venceu a reeleição.
No segundo mandato afastou-se para concorrer ao Senado. Passou o governo ao vice Belivaldo Chagas, ele empenhou-se em superar a crise financeira, e foi reeleito, com uma diferença de mais de 300 mil votos, feito inédito em Sergipe, e que talvez pelos próximos anos não se repita.
Jackson, o adversário por tanto tempo, e algumas vezes aliado,  foi decisivo para a eleição de Valadares ao governo em 1986. Era Prefeito de Aracaju, flutuava numa situação rara de imensa popularidade, e força para transferir votos. No segundo ano de mandato de Valadares a relação azedou, surgiram os intrigantes palacianos sempre de plantão, e Jackson, em episódio inédito no país e único em Sergipe, foi cassado pela Assembleia Legislativa. A Justiça o redimiria do calvário que enfrentou, mas, no meio da tormenta, elegeu o seu candidato que tirara do bolso, Welington Paixão, seu ex-colega de faculdade. No mesmo ritmo de corrida eleitoral, foi recordista em votos para vereador, levando com ele mais três.
O tempo passou, e os dois políticos por interveniência do faro político de “ Bocão”, Rosalvo Alexandre, que hoje tanta falta nos faz, voltaram a trocar cumprimentos. Logo, se encontrariam juntos, na grande frente democrática formada para eleger o petista Marcelo Déda. Afastaram-se depois, e aí Valadares cometeu um erro que seria fatal na sua carreira política permeada de êxitos. Não reatou a amizade, quase de infância com Belivaldo, que havia sido esgarçada na eleição anterior, no exato momento em que Jackson sinalizava que ele seria o candidato a sucedê-lo. Houvesse votado em Belivaldo, integrando um bem construído arco de alianças, todos os interesses poderiam ser contemplados. Perderam, ele, Valadares, e Jackson, tendo sido eleitos, surpreendentemente ao Senado, Rogério, que agora vota no orçamento secreto, e o delegado Alessandro, outsider na política, que, por sinal, vem tendo um bom desempenho e honra o voto recebido. Não votou no orçamento secreto.
Jackson, se vier a tornar-se Senador, certamente não votará em orçamentos secretos, não tergiversará quando estiver em jogo o interesse de Sergipe ou do Brasil; não se envolverá em jogos sórdidos de corporações; ou de iniciativas de lesa-pátria, como a privatização açodada da Petrobras; ou do Banco do Brasil, da Eletrobras; está, já lançada na bacia das almas, para satisfação de interesses espúrios, deixando uma elevada conta a ser paga pelo povo brasileiro. Foram colocadas cláusulas, obrigando as novas concessionárias de fatias da Eletrobras, privatizada, a instalarem termelétricas em pontos remotos do país, isso, de acordo com interesses político-peculatários. As empresas irão fazer investimentos sem retorno, e a conta paga pelo consumidor vai aumentar para custear a farra de uns poucos malandros. 
Jackson, quando parlamentar sempre teve voz ativa nesses momentos graves.
Valadares, se eleito deputado estadual, terá um grande protagonismo pela experiência que acumula, Sergipe ganhará com a sua presença no Legislativo, cuidando de temas  que nos interessam.
Ah! Mas os dois já estão velhos. É verdade, ser idoso traz algumas limitações, todavia, é preciso observar que a média do tempo de vida tem aumentado consideravelmente, e a inteligência se faz mais refinada com o passar do tempo, que parece aplicar, no idoso, doses eficazes de comedimento e bom senso.
Por outro lado, o entusiasmo com a chamada “nova política” durou pouco, logo que se fizeram sentir as derrapagens, os absurdos, e até a voracidade peculatária de tantos que se apresentaram como novidades. Dizendo-se inimigos da “velha polític”, fizeram alianças e parcerias rendosas com aqueles mesmos, que chegaram a classificar como desprezíveis e corruptas velharias.
Terça- feira, 17 de maio, o presidente Bolsonaro no discurso que fez em Propriá, anunciou: “Aqui estamos enterrando a velha política e fazendo a nova”. Ao seu lado direito, sentado e aparentando um certo inchaço, estava o senador Fernando Collor de Melo.
Idosos, todavia sem terem sido contaminados pelas costumeiras práticas da banda podre da política brasileira, Jackson e Valadares, não enriqueceram, têm patrimônio modesto. Como sempre repete o ex- governador Albano Franco: “Sergipe é pequeno, e aqui, todos  se conhecem”.
Valadares e Jackson, sem dúvidas, cometeram erros ao longo da vida pública. Nada porém que chegue a aviltar a biografia dos dois.
O tempo de vida deve tê-los ajudado na busca pela sensatez.
O escritor chinês Lin Yutang, que viveu nos Estados Unidos, foi divulgador em seus livros da milenar sabedoria chinesa. No livro a Importância do Conhecer, ele cita um epigrama que teria a autoria  de Chupoyu, um amigo de Confúcio, que o divulgou: “Viví cinquenta anos para conhecer os erros dos quarenta e nove.”
Jackson e Valadares já se aproximam dos 80. Transitam assim, plenamente, pelo que seria  uma superlativa idade da razão.

 

LEIA MAIS

 

DO ALMIRANTE BENTO ALBUQUERQUE AO SACHSIDA MOLEQUE DE RECADO

Albuquerque, administrador competente e cidadão respeitado. Saschida, um medíocre, fazendo o papel de moleque de recado. Tudo conforme a "cartilha".


Perde o Brasil, perde, mais ainda Sergipe com  a substituição no Ministério das Minas e Energia. Saiu o almirante e engenheiro Bento Albuquerque, um dos poucos ministros do governo Bolsonaro que agia com racionalidade e competência gerencial, entra, em seu lugar, um quase desconhecido economista Adolfo Sachsida (pronuncia-se saquissida), ultimamente ganhando notoriedade por uma frase tão deplorável quanto estúpida e anacrônica: “As mulheres dão prejuízos às empresas, porque engravidam”. Mal foi empossado, saiu o Sachisida com uma pasta debaixo do braço e foi depositá-la, triunfante, sobre a mesa do seu protetor, ministro da Economia Paulo Guedes, o Posto Ipiranga, que dita regras ouvidas e seguidas pelo presidente, que declara nada entender de economia. Era, aquele incipiente papelório, um condensado “estudo” para a privatização da Petrobrás, uma coisa para ser feita rapidamente, a toque de caixa e repique de sino.
Neste país já houve tempo em que se tratou com seriedade a coisa pública. 
As vezes, e infelizmente, pessoas intelectualmente desqualificadas, destituídas de equilíbrio, sobriedade, ou mesmo da simples educação doméstica, alcançam altos postos numa infelicitada República.
Quando se troca um Bento Albuquerque por um Sachsida qualquer, isso fica bem evidente. 
Bento Albuquerque foi um ministro que valorizou Sergipe.
Quando o governador Belivaldo montou um grupo de estudos para  desenhar a posição do estado  face ao potencial das nossas jazidas de óleo e gás, afinando-a com uma política para o setor,   que Albuquerque já traçava, houve uma certa euforia. Nesse trabalho envolveu-se a Secretaria do Desenvolvimento, onde o engenheiro e professor José Augusto Carvalho, teve papel central, enquanto, em Brasília, o deputado Laércio Oliveira abria caminhos. Juntaram-se ao grupo o Secretário da Fazenda Marco Antônio Queiroz e o procurador geral Vinícius Thiago Soares de Oliveira, montando a base fiscal e jurídica do documento.
Enquanto isso, operava-se, paralelamente, na tentativa de reabertura da FAFEN. O fechamento da fábrica no governo Temer, gerou uma crise enorme, ampliando o desemprego, reduzindo a receita do estado e municípios, enquanto era, também, pesadamente afetado o polo de fertilizantes de Sergipe, dependente dos insumos da FAFEN.
A FAFEN reabriu como empresa privada do grupo UNIGEL. Atualizou-se, passou por transformações gerenciais e operacionais, e amplia a produção da amônia e ureia, os seus principais produtos.
Prepara-se agora, em Aracaju, um novo evento sobre gás e óleo,  mas, é preciso cuidado com o andor porque o santo é de barro.
É tempo de eleição, e o povo mesmo, só associa gás a preço do botijão, e nem quer ouvir falar em coisas que lembram o sacrifício de quem ganha salário miúdo e tem de comprar o gás para cozinhar a comida que rareia.
A Petrobras não avançou muito nas suas atividades em águas profundas de Sergipe. A Exxon Mobil avançou, e poderá, brevemente, anunciar os resultados de um poço que está concluindo. A depender do potencial anunciado, o otimismo em parte retorna.
Os gasodutos que interligariam o país, essenciais para que efetivamente se corporifique a “era do gás”, estão sendo objeto  de uma mega-negociata. Por não permitir que ela se consumasse, o ministro Albuquerque teve de deixar o cargo.
O astronômico negócio envolve quantia superior a cem bilhões de reais, a serem aportados pelo BNDES. E tudo deverá ser comandado pelo empresário e picareta de alto coturno Antônio Suarez, que abiscoitaria um quase monopólio na distribuição do gás. Um trecho dele passaria por Sergipe.
O modelo adotado, sonho dourado de gente como Ciro Nogueira,  poderoso “Primeiro Ministro” do condescendente governo do capitão, que cede tudo, desde que favoreça o único projeto que  alimenta: a conquista de um segundo mandato. Candidatos a nadar no oceano da bolada imensa, estão também Arthur Lira, Valdemar Costa Neto e outros do mesmo naipe.
O novo ministro Sachsida, está pronto para cumprir as ordens que lhe derem.

 

LEIA MAIS

 

N. S. SENHORA DO SOCORRO DO TREM QUE SUMIU AO VLT

Nossa Senhora do Socorro, de cidade dormitório agora um polo industrial. 

Nossa Senhora do Socorro, cidade antiga, nascida com os primeiros engenhos movidos à força de bois e escravos, já existia quando uma capital começou a ser construída bem perto, bastando, para alcançá-la, descer o rio do Sal num saveiro à vela, vencer os ventos rodopiantes no local temido, o “doido”, onde havia o encontro com o rio Sergipe, e atracar sobre as lamas de manguezais, que acompanhavam a margem do rio até as praias do Aracaju, a cidade nova em formação. Por terra, a viagem só a cavalo, e isso implicava num grande arrodeio, evitando-se a travessia do rio, e passar por mangues e charcos.
Surgiu então a estrada de ferro demandando Propriá, e cruzando quase por dentro das principais povoações da região da Cotinguiba, já decadente. Surgiu uma estrada de rodagem, e então, enquanto a capital crescia, Socorro ia se transformando numa cidade dormitório, apêndice de Aracaju, onde havia emprego.
E isso foi plenamente confirmado quando por lá começaram a ser construídos os grandes conjuntos habitacionais. Parecia haver uma competição entre governadores, empenhados cada um, em fazer mais casas do que o outro
Os trilhos da linha de ferro ainda atravessam o município e passam por dentro da sede. 
Mas é urgente criar um novo sistema de transporte entre Aracaju e Socorro.
Há pouco mais de um mês foi inaugurado um novo conjunto habitacional. Difere-se dos outros pela qualidade das casas, que chegam a mil unidades. O projeto nasceu em 2017 ainda no governo Temer.
Desde então, Inaldo, o padre-prefeito, manteve uma constante peregrinação à Brasília.
Mudou o governo, veio Bolsonaro, Inaldo, reeleito, permaneceu na ponte aérea. Recebeu sinal verde nos Ministérios, liberaram verbas federais, o projeto do conjunto foi ganhando forma, e finalmente concluído. Ruas pavimentadas, e nas calçadas largas a prefeitura providenciou a arborização. 
Socorro, que chegará aos 200 mil habitantes brevemente, não é apenas mais uma “cidade dormitório”, tem Distrito Industrial, um comércio forte, e polo de distribuição, um Shopping espaçoso e movimentado. Se produz camarão nas antigas salinas desativadas, há ensino superior, rede de saúde eficiente, boas escolas públicas, razoável estrutura urbana. Há o Forró-Sirí, que se transforma em vistosa atração em junho. Foi criado pelo ex-prefeito Zé Franco, um fazedor de festas. Fez o mesmo quando prefeito de Areia Branca, transformando o município em sinônimo de São João, dos bons.
O padre também é festeiro, parou apenas, como todos os outros, prefeitos, nesses dois últimos anos de pandemia. Nesse período de sofrimento e incertezas, revelou-se a capacidade de mobilização e convencimento do Secretário da Saúde enfermeiro Enock Luiz Silva. Com muita experiência adquirida principalmente em Canindé. 
Quando Heleno Silva foi Prefeito, ele, secretário, deu qualidade ao sistema de saúde do município. Enock, em Socorro, enfrentou  o desafio da Covid, e soube vencê-lo, usando os recursos recomendados pela medicina e pela ciência, convencendo a população a aderir aos procedimentos que sempre representam  sacrifícios. Socorro saiu-se bem  da pandemia.
Belivaldo, agora, começa com o prefeito padre Inaldo uma série de obras, inclusive a reforma do Distrito Industrial, hoje, com   um negativo aspecto de abandono.
Talvez, um dia, o trem  volte a passar pela cidade, mas, os velhos e centenários trilhos que restam, para nada mais servirão.   Poderiam, (é preciso analisar tecnicamente) com a readequação da linha, servir para um VLT, ligando outra vez Socorro à capital. Voltaria o trem, todavia, bem moderno. 
Se poderia pensar também no transporte fluvial, com lanchas rápidas. Projetos assim, em dois polos urbanos que hoje tanto se intercomunicam, ajudariam a desentupir o trânsito em alguns pontos de Aracaju, e facilitariam a vida dos trabalhadores nas duas cidades.

 

LEIA MAIS

 

ITABAIANA, AS CASTANHAS DE CAJU E A ESTRADA DO CARRILHO

De Itabaiana para o mundo a castanha do Carrilho, onde agora se chega por estrada asfaltada.

 

Itabaiana tem apenas uns poucos cajueiros, mas é, no nordeste, um dos maiores polos de comercialização e industrialização  da castanha do “anacardium ocidentalis”, o caju, tão nosso conhecido. Os produtos do povoado Carrilho, apresentados em embalagens com desenho moderno, atrativo, são vistos nos supermercados em todo o país.
Não há grandes empresários participando do negócio. A iniciativa é dos moradores do povoado, que começaram torrando primitivamente a castanha, para vendê-la nas feiras. Formaram uma cooperativa e criaram uma indústria, e sofisticaram o produto, dando-lhe um valor agregado,e ampliando a lucratividade. Compram a castanha em todo o nordeste, a produção sergipana é insuficiente. Isso é um desafio para quem queira ganhar dinheiro em Sergipe, plantando caju, principalmente nas restingas praianas, onde ele tão bem se aclimata. No semiárido o cajueiro também é cultivado. Em Alagoas, no município de Olho D’Agua do Casado a produção é grande, mas os cajueiros são os nativos, de grande porte, que demoram a crescer. 
Nesta sexta-feira, dia 20, o governador Belivaldo Chagas, vai ao Carrilho inaugurar o asfalto ligando o povoado à BR-116.
Como ele sempre afirma que “chegou para resolver”, sem dúvida, está resolvendo um antigo problema que os carrilhenses industriosos e empreendedores, sempre enfrentaram: a estrada em más condições, que, nos invernos fortes, se tornava quase intransitável.
 

INFORME PUBLICITÁRIO

 

Dia do Assistente Social é comemorado com encontro entre profissionais
Roda de conversa pontuou os desafios e conquistas entre representantes da categoria na Deso

Membro ativo na luta pelos direitos humanos, o profissional de Serviço Social tem seu dia comemorado em 15 de maio. Para celebrar a data, a Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, através da Coordenação de Serviço Social e Benefícios – CSSB  promoveu uma roda de conversa com as profissionais do setor, além de uma representante do Conselho Regional de Serviço Social, onde puderam debater sobre os desafios e as conquistas da profissão. 

Para a Cooordenação da CSSB, é uma data importante para o assistente social, que é o profissional que cuida das efetivações dos direitos das pessoas. Um evento em que o Conselho está presente através de uma assistente social, que tem o papel de  fiscalizadora junto ao Estado. Os estagiários presentes e funcionários tiveram um dia de grandes aprendizados, com informações de todo tipo, o que contribui também para atualizações de todos.

Para a Cooordenação da Loja de Atendimento Metropolitana V, da Companhia, o momento agrega valor a categoria e de partilha de experiências profissionais. Momentos que trazem motivação e inspiração para a continuação de realizações de trabalho e  fortalecimento enquanto categoria profissional.

Conselho Regional de Serviço Social 

De acordo com Lilian da Silva, assistente social do Conselho Regional de Serviço Social, o profissional precisa ter uma percepção das necessidades sociais da população. "O serviço social atua nas questões sociais através das políticas públicas, tem uma  percepção das necessidades sociais da população usuárias nas diversas áreas de atuação, assistência social, saúde, habitação, educação e na Deso, tem um papel fundamental junto ao atendimento das demandas de usuários e da população usuária de serviços  promovidos pela instituição. O dia 15 de maio, comemoramos para fortalecimento da nossa categoria na luta pela defesa da profissão, da nossa categoria, das políticas públicas, dos nossos espaços de trabalho. O evento realizado na Deso é de suma  relevância, porque fortalece a intervenção profissional, dá visibilidade ao trabalho realizado pela categoria profissional e também a necessidade da instituição reconhecer o aspecto social nas demandas institucionais”, disse. 

Para a representante do Conselho Regional de Serviço Social, a valorização dos profissionais é necessária. "A valorização depende muito de como os espaços institucionais, setores e área de trabalho percebem a questão social no Brasil. Nós temos uma situação  social no Brasil que ainda precisa de muitas melhorias, principalmente de mais políticas públicas e mais serviços para população. Então, esse seria o maior reconhecimento que é o local e espaço de intervenção do assistente social”, concluiu.

Deso realiza segunda etapa de combate a ligações clandestinas em Tobias Barreto e seis pessoas são presas

Atuação conjunta com o MPSE, Polícias Civil, Militar e Científica, terá continuidade em todo estado de Sergipe

A segunda etapa da ação de combate ao furto de água em Tobias Barreto aconteceu na manhã desta quarta-feira, 11, em Tobias Barreto, em uma ação conjunta da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, com o Ministério Público, Polícia Civil, Polícia  Militar e Polícia Científica, que resultou na prisão de seis pessoas em flagrante, outras seguem em investigação. Foi constatada, ainda, ligação clandestina de água em um espaço de festas e eventos no município. Há 15 dias, dez pessoas foram detidas na  primeira etapa da operação, e partir daí o número de solicitações de novas ligações ou regularização aumentou em mais de 600%.

De acordo com o delegado de Polícia Civil de Tobias Barreto, Francisco Gerlândio, tem morador com mais de um ano nessa situação. “A pedido do Ministério Público, a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica com os peritos e uma equipe técnica da Deso  estiveram nos imóveis. O desvio do líquido era destinado para casas de luxo, onde servia como fonte de abastecimento de piscinas e manutenção de áreas verdes, além de ambientes com piscinas de grande porte, muitas vezes alugadas para realizar aulas de  natação, assim como, estabelecimentos comerciais onde funcionava um posto de lava-jato destinado, especialmente para caminhões”, explicou. 

Segundo a promotora de Justiça, Luciana Duarte Sobral, o MPSE, por meio da Primeira Promotoria de Justiça de Tobias Barreto, recebeu uma reclamação da Deso e instaurou o procedimento n º 31.22.01.0025 para apurar supostos furtos de água. “Após a  instauração do procedimento e reuniões com todos órgãos mencionados, ajustamos a deflagração de sucessivas operações de campo para a constatação in loco dessas práticas fraudulentas. A prática dessas ligações clandestinas caracteriza crime de furto, por   vezes até furto qualificado, e a constatação da clandestinidade pela polícia no local da fraude faz cabível a prisão em flagrante dos infratores. Em decorrência das operações, algumas prisões foram lavradas e outros casos também foram registrados na delegacia  para fins de investigação. Diante das notícias de inúmeros outros casos semelhantes, novas operações estão sendo programadas para acontecer no município nos próximos meses”, explicou.

De acordo com a Diretoria de Manutenção e Operação da Deso, é uma ação complexa, que envolve toda uma questão operacional da Deso. Tem um desdobramento da parte criminal, mas o foco da empresa é oferecer uma melhor condição de abastecimento à  localidade que está sendo afetada. Para as pessoas que sabem que estão em situação irregular, os Postos de Atendimento da Companhia estão de portas abertas para que elas peçam essa regularização cadastral, e passem a ser usuárias de fato.

“Programa Livro Liberdade para a Alma”, da Deso, leva “Gelateca Sustentável” para o Presídio de São Cristóvão
O objetivo do projeto é incentivar a leitura para além dos espaços físicos das bibliotecas, assim como a sustentabilidade com a reutilização de geladeiras

Na manhã da terça-feira, 10, o Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto – Copemcan, Presídio de São Cristóvão recebeu a doação de livros da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, através do “Programa Livro Liberdade para a Alma”, idealizado pela Gerência Socioambiental, juntamente com a parceria com o “Projeto Gelateca Sustentável”, da Coordenação do Movimento Nacional ODS em Sergipe. Os detentos poderão ter acesso aos livros, com prazo de devolução e posteriormente  renovar o empréstimo a novos títulos.

Com o objetivo de incentivar a leitura, a parceria foi oficializada nas dependências do presídio, e contou com a presença de representantes da prefeitura de São Cristóvão, do Complexo Penitenciário, alguns internos, além da apresentação do Coral “Cantar das Águas”, da Deso e o plantio de mudas doadas pela Companhia. A Gelateca Sustentável ficará disponível no setor administrativo do presídio, onde todos os presos autorizados a circularem pelo local, poderão efetuar o empréstimo. De acordo com a Gerência Socioambiental, foi feita uma reunião inicial com o diretor do presídio, até a presente data de entrega da Gelateca. A expectativa é ampliar o projeto até a Penitenciária Feminina.

Para Sandra Sena, coordenadora do Movimento ODS e Coordenadora de Políticas Públicas para a Comunidade LGBTQIA+ de São Cristóvão, essa é a quarta Gelateca recheada de livros que foi entregue. “O objetivo maior é levar a leitura a comunidades e  espaços onde o acesso a leitura não chega. Conversamos com a prefeitura de São Cristóvão, através da Fundação Municipal da Cultura e Turismo, e foram favoráveis que fizéssemos essa ação junto com a Deso, que é uma grande parceira nossa. Toda equipe  da Deso sempre muito solícita, trazendo os livros e fazendo a plotagem da geladeira. É um trabalho muito importante de inserção social, e de ressocialização dessa comunidade carcerária”, pontuou. 

Para a Gerência de Marketing e Coordenadoria do Coral Cantar  das Águas, o papel social da Deso é fundamental e ações como essa, que visam a ressocialização da comunidade prisional, através de manifestações culturais, como a música e a leitura, vêm coroar a nossa missão de levar Saneamento, qualidade de vida e,  também, novas possibilidades ao povo sergipano.

PARCERIA

Segundo Eden da Silva, vice-diretor da Presídio de São Cristóvão, é um momento de grande utilidade pública. “Recebemos a Gelateca com bastante entusiasmo, com a presença da equipe da Deso, pois sabemos que é um bom motivo, para nós que trabalhamos  com a ressocialização dos internos, então esse projeto é para agraciar os detentos com base na educação. Ressalto também as doações de mudas frutíferas por iniciativa da Companhia de Saneamento, para que possamos colher esses frutos. É um momento de  grande utilidade pública”, disse.

Para Paola Santana, diretora-presidenta da Fundação de Cultura e Turismo de São Cristóvão, Deso sempre está presente nas ações. “O Projeto da Gelateca surgiu de uma necessidade em levar leitura para a comunidade que tem a dificuldade de acesso. Já  fizemos esse projeto em comunidades mais distantes de São Cristóvão, que não possuem biblioteca. Após uma reunião com a Coordenação de Direitos Humanos do município, surgiu essa possibilidade de ocupar o Copemcan, que tem uma grande população em  situação carcerária. Procuramos fazer parcerias e a Deso sempre está presente em nossas ações, tudo que podemos fazer, juntamente como Governo do Estado, estamos colocando em prática. A Gelateca é muito bem recebida pela população, recebemos  doações de livros e de geladeiras de algumas empresas, mas continuamos disponíveis a essas doações para que possamos expandir muito mais”, ressaltou. 

Para Ana Caroline Trindade, diretora de Direitos Humanos, da Secretaria Municipal de Assistência Social, de São Cristóvão, a Deso é uma parceira extremamente importante, pois  fortalece as instituições. “Recentemente o município fez uma Reforma  Administrativa e criamos a Diretoria de Direitos Humanos. Essa ação ja vinha sendo contruída através da Cultura, e agora começamos essa parceria com a população carcerária. Inicialmente era uma demanda para trabalharmos com a população trans em  cárcere, mas com o Projeto da Gelateca, tivemos a possibilidade de expandir. A ideia é possibilitar acesso a questões culturais, dando a importância da ressocialização, com a necessidade de segmentos de cultura. A Deso é uma parceira extremamente  importante, pois fortalece as instituições para a garantia de acesso a população. Que possamos contar e implementar mais projetos como esse com as Diretorias e Secretarias de São Cristóvão”, finalizou.

SOBRE O ODS

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, foi proposto pela ONU em 2015 e pactuado por 193 países, aqui no Brasil integram a esse Movimento, Sociedade Civil, Organizações Governamentais e não Governamentais, todos trabalhando para o Brasil alcançar  as metas da Agenda 2030. Em Sergipe, são signatários a Prefeitura Municipal de São Cristóvão e a Deso.

Dia das Mães é comemorado na Deso
Mulheres Desianas se reúnem em clima de confraternização e reencontro

Após dois anos sem comemorar a data, devido a pandemia, o Dia das Mães reuniu as mulheres da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, em um café-da-manhã especial, regado a música ao vivo, brindes e muitas fotos, na praça central da sede. A participação foi visível e a animação tomou conta do evento.

De acordo com a Diretoria de Gestão Corporativa, o Dia das Mães é bem especial, e mostra nesse momento que a Deso valoriza seus colaboradores, e em especial as mulheres, que apesar de ser uma empresa dominante por uma mão de obra masculina, elas  estão bem representadas dentro da Diretoria Executiva, em cargos de gestão, o que é muito bom de ver essa integração e valorização das mulheres na empresa. Parabéns aos parceiros da Deso pelo sucesso do evento: SESI e Associação Desportiva e Cultural  da Deso – ADCD. A expectativa agora é o São João, com o "Arraiá Forró da Gota.

Para a Diretoria Comercial e Financeira, o Dia das Mães é sempre pontuado por um desafio grande para as mulheres, e principalmente quem é mãe, pois é preciso conciliar a maternidade com o profissional. O mercado de trabalho exige muito mais das mães do  que do sexo masculino, dos pais, os dados científicos são assustadores, a Fundação Getúlio Vargas há poucos meses divulgou que apenas 21% das mulheres estão em cargo de direção, e que ao menos 50% das mulheres quando têm seus filhos e retornam ao trabalho,48 meses seguintes, elas são demitidas. Para quem é concursado é um consolo, pois tem estabilidade, mas o mundo é bem cruel. É preciso conciliar os filhos com a carreira profissional, mas ao mesmo tempo que é um desafio, as mulheres são  aguerridas com muito mais foco, pois tem o tempo limitado e tem que ser muito mais aproveitado. Mas ao mesmo tempo trazem qualidades que homem nenhum tem. 

PARCEIROS

Segundo a Diretoria Sociocultural da ADCD, a parceria da ADCD/DESO é necessária e importante pois beneficia todos, sócios e não sócios. E momentos como esse, onde é comemorado o Dia das Mães, é fundamental pelo lazer e descontração proporcionados, trazendo uma renovação para os empregados. 

Para Luciana Goes, assistente administrativo do SESI/SENAI, que representou a instituição parceira da Companhia, o evento solidifica o compromisso da empresa com seus empregados. “O SESI agradece a parceira com a Deso, nesse momento de homenagem  a todas as mães, e estaremos sempre presentes para contribuir com a Companhia. Acho um momento maravilhoso, após uma grave pandemia, é ideal para confraternizarmos, já que a vida está voltando aos poucos a uma normalidade, é preciso estarmos juntos”,  disse. 

Voltar