Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (94)
20/04/2022
TEXTOS ANTIVIRAIS (94)

DE ANTÔNIO PALLOCI A ROGÉRIO CARVALHO, PASSANDO POR JUDAS ISCARIOTES

Palocci e Rogério os Iscariotes de Lula?


Antônio Palocci, como se sabe, é médico. Tornou-se nacionalmente conhecido quando foi escolhido por Lula para ser Ministro da Fazenda. Destacado integrante do Partido dos Trabalhadores, ele foi prefeito de Ribeirão Preto, e consta que teria feito uma administração eficiente. Não consta, mas circula de boca em boca, que se tornou habilidoso manejador de recursos públicos, e desenvolto lobista, com o qual, um ou dois homens políticos sergipanos, não exatamente petistas, mantinham estreitas relações negociais; tanto assim, que festejaram muito a notícia de que Palocci, parceiro, iria comandar a economia brasileira. Mas, não foram só esses quase anódinos cidadãos, do nosso anódino Sergipe, a comemorar: o mundo da alta finança também enxergou no médico economista, e político, o novo maestro de uma orquestra raramente afinada. 
Palocci teve ao seu lado no Banco Central o banqueiro Henrique Meireles, e, juntos, transmitiram confiança plena ao mercado. Aquele subjetivo ente, por natureza e oficio excessivamente suspicaz, necessita de afagos constantes para transformar incertezas em segurança. Assim, a economia brasileira viveu um virtuoso período de expansão, ao tempo em que se fazia política social com o zelo de quem sabe tratar da pobreza, e a habilidade dos que fazem chover investimentos.
Lula demonstrava irrestrita confiança em Palocci, até que surgiu o caseiro Francenildo dos Santos fazendo traiçoeiras revelações à CPI dos Bingos. Lula, sem dúvidas contristado, teve de exonerar Palocci, sem chegar a dizer: “Por ele dou minha cara ao fogo”, como fez Bolsonaro no caso do pastor Ministro da Educação, o Ribeiro, que, nada pedagogicamente, cercou-se de outros pastores malandros, ávidos por barras de ouro, todos saídos da mesma cozinha do Palácio da Alvorada.
O senador Rogério Carvalho é também médico, e, como Palocci, transita bem (ainda que cercado das devidas cautelas) pelo mundo dos bons negócios. Mereceu, ao que se sabe, a integral confiança de Marcelo Déda, mas, essa confiança esgarçou-se nos últimos dias de vida do governador que, esperançosamente, ao correligionário e amigo entregara a responsabilidade de cuidar da Saúde, e comandar os vultosos investimentos que foram feitos, principalmente na ampliação do sistema de assistência hospitalar e ambulatorial. 
Marcelo Déda era um poeta. Imaginava altiplanos e cumeadas, aos quais pudesse elevar Sergipe e o seu povo. Na alma generosa do poeta não há espaço para as maledicências, as misérias do cotidiano, e nela não caberia a suspeita de que amigos, irmãos fraternos, possam tornar-se traiçoeiros.
 Não acabam aqui as semelhanças entre os dois médicos e políticos petistas, Palocci, o decaído paulista, por tibieza e fragilidade moral, trocou uma biografia com algum resquício de honra, pelo ostracismo envergonhado de quem mentiu e traiu, sendo um crápula a servir a outro, o seu carcereiro Sérgio Moro. Com aquela delação adredemente arquitetada, ajudou, às vésperas da eleição, a liquidar a candidatura já em transe do presidenciável petista, esperando desfrutar das delicias do que muito ainda lhe restara, e, em futuro próximo de um indulto providencial.
O outro, sergipano, médico, Senador em plena ascensão, Rogério Carvalho, seguiu as pegadas de Palocci, o crápula. Traiu os companheiros, traiu o seu líder, Lula, movido pela voracidade de ver aprovado o orçamento secreto; a ousadíssima e desavergonhada arapuca, arquitetada pelos conspícuos indigitados Ciro Nogueira, Waldemar Costa Neto e companhia. Eles esparramam dinheiro impunemente por todo lado. Recheiam bolsos, os deles em primeiro lugar, mas, vão criando um clima eleitoral menos adverso, e até competitivo para o chefe de todos, o presidente Jair Bolsonaro. 
De Rogério se poderá imaginar muita coisa, menos, que ele é ingênuo, e, menos ainda desprendido a tal ponto, que teria enxergado vantagens possíveis para o Brasil e Sergipe, na aprovação daquele esquisito orçamento, isso, sem absolutamente tirar proveitos pessoais, até mesmo, pondo em risco a sua imaginada reputação, e, mais ainda, a candidatura do seu líder, e a esperança dos seus próprios companheiros. Tudo em nome dos mais elevados interesses públicos.
Nesses dias de pós-Páscoa, e percorrendo os Evangelhos de Mateus e Lucas, é possível, cotejando valores, quantificar quase com exatidão o que representavam aqueles trinta dinheiros recebidos por Judas Iscariotes para trair Jesus. As moedas de prata estariam longe do valor necessário para comprar um escravo, cuja posse demonstrava a prosperidade do dono. O apóstolo dedo-duro vendeu-se por uma ninharia.
Numa circunstancia daquelas, estando no papel de Judas, quanto custariam um desses dois pastores negocistas do Ministério da Educação, indicados por Bolsonaro, cobrando uma barra de ouro, algo em torno de trezentos mil reais, pela liberação de uma emenda de três milhões? 
O orçamento secreto que Rogério tão pressurosamente fez aprovar com o seu voto decisivo, atualizando-se o valor cobrado por Judas, daria para comprar toda a população da Judeia, e ainda sobraria recursos para corromper a população romana daquela época.
Diante de Rogério, ou melhor dizendo, dos Pastores do Ministério da Educação, o bíblico Judas Iscariotes, se reduz, apenas, a um negocistazinho chinfrim, mas, quis a História que ao lado dele surgisse a portentosa e transcendental figura de Jesus Cristo. A Bíblia gravou para a História o nome abjeto de Judas Iscariotes.
Há em relação ao Iscariotes, uma ressalva a fazer. Segundo os Evangelistas, Judas arrependeu-se, vagou sozinho e desesperado, até enforcar-se pendurado numa oliveira. Antes, porém, num assomo derradeiro de alguma decência, o pobre pastor devolveu aos sacerdotes do Templo os trinta dinheiros deles recebidos, e eles, por sua vez, ficaram com a grana que lhes fora confiada pelo Cônsul romano. Compraram um terreno árido para servir de cemitério, e passaram a viver do bom negócio de vender covas aos que enterravam os seus mortos.
Aqui, no brasileiríssimo caso, onde a figura de Judas entra apenas como mero recurso literário, podemos afirmar objetivamente, que não haverá arrependimento, muito menos, seguindo o roteiro bíblico uma devolução do dinheiro do orçamento secreto, que daria, sobrando, para comprar umas usinas de álcool pelo interior, e mais uns Shoppings em Aracaju.
Diante da grandeza do episódio Bíblico, Lula, fazendo uma metáfora com o seu caso, sem grandeza, e particular, poderia dizer, mesclando decepção com o indispensável humor: “Os meus “Judas Iscariotes” foram muito mais caros”.
 

 

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A água traz muitos benefícios para a saúde e o bem-estar das pessoas. Ela hidrata, retira as impurezas corporais, melhora a circulação sanguínea e ajuda na digestão. Sem falar que, além de matar a sua sede, ela também resfria o corpo nos dias mais quentes,  através do suor.

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Não jogue medicamentos vencidos pelo ralo!

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Deso arrecada aproximadamente 27kg de lacres para Campanha Solidária

O poder da coletividade pode alcançar lugares inimagináveis. E é com essa união, de forma voluntária que a Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, através da Gerência de Compras e Almoxarifado – GCAL participa da campanha “Lacres Solidários”  idealizada pelo Rotary Club de Aracaju, onde a doação de lacres de latinhas podem ser revertidas na compra de cadeiras de rodas comum ou cadeiras de banho. Qualquer cidadão pode participar. Na Companhia, esses lacres são recolhidos em bombonas específicas, que são disponibilizadas no pátio do Centro de Distribuição da Deso, localizado em Nossa Senhora do Socorro, sendo um local de fácil acesso. 

Atualmente são necessários 45 quilos do lacre para a aquisição de uma cadeira de rodas, e é com esse intuito que a GCAL arrecadou 26,9 quilos do material no último mês de março. O apoio a campanha em conjunto com o Rotary Club, é em acreditar na  possibilidade de mobilização para a quebra do ciclo de escassez social. Assim que o Rotary Club vende os lacres e reverte o valor em cadeiras de rodas comuns ou de banho, em forma de comodato a pessoas com vulnerabilidade econômica, é proporcionado um  sentimento de dignidade e esperança para quem recebe. 

O recolhimento dos lacres tem relação com a responsabilidade socioambiental  difundida dentro da empresa, já que esses materiais acabam por ganhar uma  nova finalidade pelo fato de serem recicláveis, o que evita a geração de um grande volume de resíduos  que ocupariam um espaço considerável nos aterros sanitários.  A ideia da doação do lacre é que qualquer pessoa, em qualquer lugar pode tirar o lacre da latinha e guardar, como também nessa ação não ocorre interferência no sustento de famílias que vivem da  reciclagem de latinhas e nesse caso de destinar o lacre para essa campanha podemos materializar a cadeira de rodas e a felicidade de quem é beneficiado por essa ação.

COMO PARTICIPAR? 

A adesão a essa Campanha pode ser feita pelas entregas de doações a GCAL, que serão posteriormente destinadas ao Rotary Club, ou por meio de coleta e entrega direta com a instituição, através do número de telefone: (79) 99650-4488.

Deso tem sua história retratada em painéis coloridos de azulejo

Obras do artista plástico e cartunista, Edidelson Silva, marcam pontos estratégicos da Companhia de Saneamento

Diversos profissionais em atuação de trabalho, populares e situações da cena cotidiana da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, são os protagonistas de três incríveis painéis, que estão instalados em pontos estratégicos da empresa: na entrada principal de veículos e na fachada da Diretoria de Operação e Manutenção, ambos na  Sede, e outro na Estação Elevatória, localizada na Av. Ivo do Prado, no Centro Comercial, da capital sergipana. A proposta é trazer arte para as dependência da Deso, retratando a história e força de trabalho da Companhia.

Feitos em azulejos, com tinta para cerâmica, pintados a óleo de copaíba, eles vão ao forno elétrico para serem queimados a 900 graus. Tudo isso, junto a criatividade e experiência do artista plástico e cartunista, Edidelson Silva, que assina todas as obras.

É uma pintura com uma leitura de fácil assimilação, e um estilo próximo ao Impressionista. A ideia é uma composição de figuras fazendo o uso racional da água, na limpeza nas fábricas, na sendetacão humana e animal, entre outros. A mensagem é de também  levar um pouco de arte a família Deso através de um painel com uma leitura fácil e colorida.

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