Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (47)
05/02/2021
TEXTOS ANTIVIRAIS (47)

AINDA A “CAVEIRA DE BURRO”

(Com o acordo geral, finalmente as placas poderão ser retiradas)

Comentamos, aqui, sobre aquela azíaga “caveira de burro”, que, o arguto e intimorato planejador do desenvolvimento sergipano, professor Aloísio de Campos, num dos seus poucos instantes em que cedeu ao pessimismo, transformou em simbologia o cocuruto ossudo de um muar falecido. Aquela mandinga enterrada, seria uma bruxaria a espalhar seus malefícios pelo território sergipano. A “coisa ruim” estaria em algum ponto secreto, mas, o professor Aloísio não pensava em exorcismo, o único em que ele acreditava, era mesmo numa bem conduzida política de resultados.

Então, agora já é fevereiro de 2021, aliás chegando tarde, porque o ano que parecia ter ido, ainda anda arrastando-se por este mês insólito, onde nem haverá carnaval.

Nesse fevereiro sem carnaval começaram a pingar, ou respingar, algumas boas notícias que vão borrifando esperanças, e onde surge a seiva da esperança a descrença, erva daninha, tem o mesmo destino daquelas de que nos fala a Bíblia, as sarças, que facilmente o fogo consome.

Pode ser que estejamos a nos livrar da “caveira de burro”.

Chegou, da Petrobras, sinalização bastante positiva após o decepcionante, quase desmentido, do anunciado como firme plano de investimentos, no qual a bacia Sergipe-Alagoas seria contemplada nos próximos 5 anos com 2 bilhões de dólares. Significaria a entrada em produção dos campos excepcionais de gás e petróleo na nossa plataforma marítima. Logo, fizeram as avaliações sobre os efeitos disso na nossa economia, mesmo sabendo-se que a maior parte daqueles recursos não iria circular nos dois estados. Mas, a simples manutenção da Petrobras nas nossas vizinhanças em águas profundas, traria um dinamismo inusitado, e se confirmariam as perspectivas de investimentos nas cadeias produtivas dos dois insumos fundamentais, incluindo-se uma refinaria, além da expansão notável do polo de fertilizantes. Depois da decepção, veio a palavra definitiva do diretor de prospecção e produção da Petrobras, Carlos Alberto de Oliveira. Segundo ele, os resultados concretos obtidos, indicam que os trabalhos devem ser acelerados, já podendo iniciarem-se as operações, este ano, de uma unidade flutuante de produção, e a utilização pioneira em Sergipe de uma plataforma que reduz consideravelmente o custo de operação off-shore.

Pacificada essa questão, porque afinal há que se dar crédito ao setor da petroleira diretamente relacionado com o que deve ser feito aqui, se poderia imaginar que o agora incalculável prejuízo que nos causa a paralisação extemporânea e unilateral de todas as atividades da Petrobras em Sergipe, poderia ser amplamente compensado. Evidentemente, sem que nesse cálculo entre o rombo ambiental que aqui restou, e que representa um absurdo descuido daquela empresa em face de claríssimos dispositivos constitucionais sobre o assunto.

Resta agora retirar das praias do sul sergipano aquelas placas do Ministério Publico Federal proibindo qualquer forma de construção, inclusive, colocar-se uma fechadura em casas há mais de 40 anos por ali construídas.

Isso significaria por abaixo aquelas placas? Absolutamente. Esse procedimento selvagem a nada conduz. Comentamos aqui a possibilidade de uma busca de consenso que deveria ocorrer, desde que aberto um dialogo entre todos os protagonistas nesse ri-fi-fi interminável, que nos leva a ficar, no nordeste, numa situação única e deplorável de não poder pensar em turismo nas praias de uma vasta região, compreendida entre os dois magníficos estuários do Vaza Barris e da Barra da Estância. Esse entendimento agora, começou, a partir da determinação passada pelo governador Belivaldo Chagas ao Procurador Geral do Estado de Sergipe, Vinícius Thiago Soares de Oliveira.

Vinícius, sem exagero nenhum, é, digamos assim, um operador do direito com uma extraordinária sensibilidade para o binômio econômico e social. Assim, o nó começa a ser desatado. Todos os figurantes nesse palco das decisões fundamentais, estão igualmente preocupados com essa situação anômala vivida por Sergipe.

Houve o começo quando se fez a Lei de Zoneamento Costeiro, mas o MPF alega que essa lei ainda carece de regulamentação, o que é fato. Mas entrou em cena também o eficaz Secretário do Turismo Sales Neto, para compensar o tempo que se perdeu com a pandemia, quando não houve possibilidade de realizar as chamadas Audiências Públicas, geralmente, vistosas aglomerações.

Resumo da ópera: para esta semana já está marcada a reunião com todos os envolvidos no crucial problema. Entre eles, seria indispensável incluir representantes indicados pelo NDE, o dinâmico núcleo de empresários sergipanos que se envolvem com temas ligados ao desenvolvimento econômico, social e ambiental; além, é claro, das pessoas diretamente afetadas pelas proibições.

Assim sendo, em havendo diálogo e resultando o consenso, será possível, enfim, retirar das praias aquelas placas infelizmente impositivas. E se fará em obediência estrita aos protocolos indispensáveis da preservação ambiental. Para que isso aconteça já se movimentou a ADEMA, gerida por Givaldo Dias que é ecologista rígido, e pragmático, sem ferir seus indispensáveis conceitos. A mesma disposição é revelada pelo IBAMA, ICM-BIO e os demais órgão envolvidos na questão.

Poderíamos, até, fazer uma pequena fogueirinha, jogando no ar mais uma ínfima parcela de carbono, e nela queimando as placas proibitórias, sob aplausos, inclusive dos que as instalaram, talvez até constrangidos, quando tomaram a decisão, mas, obrigados a fazê-la, por impositivo funcional.

Se houver necessidade de compensação ambiental, se poderá fazer, com relativa facilidade, uma ampliação das áreas verdes, com o plantio de mudas específicas para as áreas de restinga ou mata atlântica. Para isso, o Instituto Vida Ativa em Canindé, está sempre pronto a oferecer a custo zero as mudas necessárias, agora, que tem a capacidade de produção ampliada em face de um convênio com a DESO, ressalte-se, sem transferência de recursos, só apoio logístico.

Já em relação à Fotovoltaica, um empreendimento bilionário projetado para Canindé do São Francisco, surgem também notícias animadoras, com a superação dos problemas suscitados por alguns óbices, talvez arqueológicos, e vai entrando em cena o drama humano vivido pelo município, que, proporcionalmente, é o recordista em desemprego, em evasão escolar, e talvez agora, também, na amplitude da fome.

Sobre o assunto movimentou-se também a PGE, e o engenheiro Joaquim Ferreira, representante em Sergipe do grupo investidor, tem afirmado que nunca colocou em dúvida a execução do projeto, por acreditar, sempre, na prevalência da lógica e do bom senso, sobretudo, na responsabilidade social dos agentes públicos.

Para os servidores públicos sergipanos veio, nesse fevereiro nada carnavalesco, a grata notícia dada pelo governador Belivaldo na sua fala à Assembleia Legislativa: a partir de março o pagamento integral da folha será dentro do mês.

Isso tem um significado que vai além da boa noticia aos servidores, incluindo-se, também, a constatação de que as contas públicas descarrilhadas, após mais de cinco anos agora voltaram aos trilhos.

Resta esperar que as vacinas até bem pouco tempo tão malsinadas, até pelo próprio presidente, com essa mudança de rumo no trajeto do negacionismo e do confronto, sejam fornecidas com a rapidez que todos aguardam. É sabido que não fosse a atuação do governador João Dória, estaríamos sem vacinas.

Já lembraram de ressuscitar a figura do Zé Gotinha, ao lado do Ministro Pazzuelo, agora transformado em “boi de piranha”. Os generais que nos governaram durante 21 anos sempre foram muito atentos e ágeis nessa questão de saúde pública. O Brasil, tinha, até pouco tempo, o reconhecimento mundial pela expertise na capacidade de vacinar a população. Zé Gotinha foi o boneco símbolo de uma campanha intensa de âmbito nacional que, popularizado por uma portentosa campanha de esclarecimento, com utilização de todas as mídias, passou, à população, a gravidade de um problema que a vacina Sabin definitivamente resolveu: a paralisia infantil.

Temos de evitar a paralisação das inteligências, para que venhamos a ter uma sucessão de boas notícias.

Mas isso já é uma outra história.

INFORME DESO

"Programa Deso sustentabilidade" leva capacitação para funcionários

Um dos objetivos é conscientizar e ofertar formação continuada em “educação ambiental”

A Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso, por meio da diretoria de meio ambiente e expansão (DMAE), gerência socioambiental (GESA), coordenação de educação ambiental (CEAM) e gerência de coleta e tratamento dos sistemas regionais (GCTR), promoveu cursos de capacitação do "programa deso sustentabilidade" no distrito sul, em Aracaju, e nos municípios de Simão Dias, Nossa Senhora das Dores, Brejo Grande e Santa Luzia do Itanhy, com o objetivo de fornecer uma formação continuada em educação ambiental para a força de trabalho da empresa.

Com o tema "saúde, meio ambiente e sustentabilidade", a capacitação aconteceu inicialmente no distrito sul e depois prosseguiu para os quatro municípios. a ação foi voltada aos empregados e colaboradores das estações de tratamento de esgoto sanitário da companhia, contando com uma dinâmica e palestras a respeito da "educação ambiental e cidadania", "o uso correto dos epi's" e "doenças virais transmitidas por veiculação hídrica", além de uma roda de conversa sobre "a importância do tratamento adequado de efluentes domésticos".

De acordo com a coordenação de educação ambiental da Deso, a capacitação proporcionou mais conhecimento para os colaboradores da empresa e ainda gerou conscientização a respeito das temáticas tratadas. o retorno dos colaboradores foi melhor do que esperado, pois eles contaram que já conheciam alguns assuntos abordados, mas não na íntegra, então foi levado mais conhecimento para eles. atualmente existe uma necessidade ainda maior de falarmos sobre esses temas, principalmente quando tratamos das questões ambientais ligadas ao dia a dia dos funcionários. além disso, é criada uma conscientização, que é o papel principal da educação ambiental.

Destaca-se ainda a integração entre os cinco setores da empresa que ministraram as palestras e com a repercussão da iniciativa, foi solicitado um novo projeto voltado para toda a força de trabalho. todos os cinco envolvidos, assistente social, educação ambiental, estação de tratamento de esgoto, gestão de saúde e segurança do trabalho, abordaram o tema 'saúde, meio ambiente e sustentabilidade' e a maioria deles, marcaram presença para prestigiar os colegas que ministraram a palestra, sendo pontuada uma integração entre eles e com quem recebeu a capacitação.

Deso promove ação solidária e disponibiliza doação de sangue entre os funcionários

Em parceria com o Hemose, a companhia de saneamento de sergipe organizou toda a estrutura interna para a coleta no auditório da sede.

A iniciativa da companhia de saneamento de Sergipe - Deso em mobilizar os funcionários para a doação de sangue superou as expectativas. aproximadamente 130 funcionários se inscreveram e 82 estiveram aptos ( após a triagem) e efetuaram a doação, em uma estrutura montada com todos os requisitos de segurança e higienização, aprovados pela vigilância sanitária e pelo centro de hemoterapia de Sergipe - Hemose, contabilizando um resultado bastante importante e positivo em ajudar a quem precisa, além de colaborar com os estoques, tão comprometidos em tempos de pandemia.

Para a presidência da Deso, a campanha mostra o compromisso da Deso com a população sergipana. é uma parceria muito importante onde os colaboradores da Deso que se engajaram na campanha estão de parabéns, assim como todos que fazem o Hemose, que trouxe o centro para a empresa e que fosse feita essa campanha de doação de sangue. a Deso, que trabalha com qualidade de vida, saneamento, água, esgotamento sanitário, também tem que estar junto nesses momentos que a sociedade precisa. em um momento de pandemia, é muito mais importante que os seres humanos doem um pouco de si e, nesse caso, doando sangue para que possamos salvar outras vidas.

Segundo a diretora geral da fundação de saúde parreiras horta, a ação é de uma importância sem tamanho, no momento crítico que os estoques estão passando. a Deso sempre foi presente, e essa não é a primeira vez que acontece uma parceria com a empresa. quando a sociedade se une nesse sentimento de ajudar ao próximo, só temos a ganhar. todos os cuidados foram tomados, o distanciamento, a higienização do local onde a doação aconteceu. a Deso vem mostrando seu perfil de solidariedade às pessoas que precisam. ressaltando que, para as pessoas fazerem a doação, devem estar em bom estado de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50kg, ter se alimentado antes da doação. tudo isso é observado na nossa pré-triagem e na triagem clínica. tudo que acontece no Hemose é reproduzido na coleta externa para trazer segurança para os doadores.

De acordo com a diretoria de gestão corporativa da Deso, é um momento de agradecimento a todos os envolvidos. a adesão dos colaboradores foi imensa, e mais de 400 pessoas serão beneficiadas, podendo salvar vidas. gratidão aos colaboradores pelo sucesso da ação, a organização que foi feita também pelos colaboradores junto com os funcionários do Hemose. com o sucesso que foi essa ação, será estudada a possibilidade de trazer novamente o Hemose e de transformarmos o evento em mais dias.

Programa saneamento expresso' é referência para estudantes da universidade federal de Sergipe

O grupo visitou a unidade móvel, nas dependências da Deso, onde recebeu informações sobre todo o funcionamento

o 'programa saneamento expresso' é um projeto de educação ambiental, desenvolvido pela companhia de saneamento de Sergipe – Deso, que visa apresentar de forma lúdica e itinerante, o passo a passo do saneamento à população. é apresentada uma maquete dentro de um ônibus, que detalha todos os processos realizados no tratamento de água e esgoto. com base nisso, estudantes do curso de especialização em recursos hídricos e meio ambiente da universidade federal de Sergipe, decidiram escolher o programa da companhia como tema principal sobre um trabalho a ser apresentado por eles.

Segundo a coordenação de educação ambiental da Deso, a ação foi a primeira desde que começou a pandemia. foi uma solicitação feita por alunos da especialização em recursos hídricos e meio ambiente da UFS com o intuito de utilizar o ônibus como ferramenta para um estudo. seis alunos participaram e obedecemos a todas as medidas sanitárias estabelecidas, trabalhando com a capacidade máxima de 30% do ônibus.

Para a pedagoga e estudante do curso de especialização em recursos hídricos e meio ambiente da UFS, Gilvanda Conceição, a visita surgiu de um trabalho do curso e o saneamento expresso representa uma vitrine de conscientização ambiental para a população. “o professor solicitou que fizéssemos um trabalho sobre recursos hídricos, então, diante de várias expectativas, surgiu a ideia de conversarmos com a Deso, já que a empresa faz um trabalho de saneamento e preservação ambiental. como sabemos que a companhia abrange praticamente todo o estado de Sergipe, então por que não fazermos o trabalho com ela? se as pessoas verem as maquetes que estão no saneamento expresso, todo o trabalho de tratamento da água, para mim vai ser uma vitrine para encantar a população pela visão e conscientização ambiental”, ressaltou.

Exposição “museus na Deso” reforça a sergipanidade

Durante toda a semana, peças históricas estarão expostas no auditório central da companhia, aberto a visitação dos funcionários

a sergipanidade está em evidência no auditório central da companhia de saneamento de Sergipe – Deso. durante uma semana, várias peças, vindas de cinco museus do estado, estiveram expostas na empresa, com o intuito de ressaltar a cultura local, além de aproximar os visitantes da história de Sergipe e estimular o conhecimento. na abertura do evento, os funcionários marcaram presença e puderam fazer uma visita guiada.

De acordo com a diretoria de gestão corporativa da Deso, o “dia da sergipanidade”, comemorado no último dia 24 de outubro, é uma data comemorativa para lembrar aos

sergipanos da importância de valorizar a cultura local, por isso a exposição dos museus surgiu para levar conhecimento aos funcionários da empresa. foi um dia para lembrarmos de cultivar a nossa arte, elogiar nossos historiadores e levar no sangue a preservação da cultura, história, música, artes, além de conhecermos mais sobre a nossa história. o agradecimento especial foi para a fundação aperipê, que juntamente com a Deso oportunizou o momento aos funcionários no ano em que é comemorado os 200 anos de emancipação política do estado. uma oportunidade ímpar para os os colaboradores.

Para a diretoria de operação e manutenção, a exposição incentiva os funcionários a saberem mais sobre Sergipe e a empresa está sempre inserida no incentivo a cultura sergipana. a iniciativa da empresa em trazer cultura para os funcionários está de parabéns, pois no dia a dia muitas vezes não temos tempo de visitar nossos museus, conhecer um pouco mais da nossa arte e história. para a diretoria de meio ambiente e expansão, a iniciativa proporciona conhecimento aos funcionários com essa iniciativa em alusão ao “dia da sergipanidade”, teremos a possibilidade de aproximar nossos colegas da história de Sergipe e proporcionar conhecimento sobre o acervo desses museus.

Visitação

Segundo a direção do museu histórico de Sergipe, é o segundo ano de exposições de museus do estado e a iniciativa promove uma aproximação à comunidade. este ano, os museus estão fechados por conta da pandemia, mas a exposição está acontecendo na Deso com todas as medidas de segurança contra a covid-19. por se tratar de um período onde estamos vivendo em pandemia, o museu se encontra fechado para visitação e, a partir de um convite da Deso, fizemos questão de trazer para os funcionários um pouco do nosso acervo, fazendo essa ligação entre o museu e a comunidade e proporcionado conhecimento com segurança. a Funcap, que é quem cuida desses museus, não poderia deixar de estar presente.

 

 

 

 

 

 

 

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