Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (44)
15/01/2021
TEXTOS ANTIVIRAIS (44)

A FORD, O “FORDISMO” E O COLAPSO BRASILEIRO

(A Ford em Sergipe sempre teve laços com pessoas exemplares)

Henry Ford, o homem que popularizou o automóvel adotando o sistema de linha de produção em massa, com a padronização de peças e redução de custos, fez nascer, com a sua técnica revolucionária o termo “fordismo”, que, numa significação mais ampla, vai além das linhas de montagem de veículos, abrangendo um conceito industrial de superprodução e elevadíssima competitividade.

A Ford instalou-se no Brasil em 1919, quando o seu modelo T, nos Estados Unidos já fizera quase aposentar o cavalo como meio de locomoção das pessoas. As peças chegavam todas desmontadas em navio, e aqui se fazia apenas a montagem, sem participação industrial nossa; o que só viria a acontecer nos anos cinquenta, aqueles em que Juscelino Kubitschek modernizou o Brasil, época em que a Ford, tornou-se a maior fábrica de automóveis do Brasil.

Henry Ford tem vida que as suas biografias oficiais não revelam. Ele foi admirador de Hitler e do nazismo, era um teorizador do antissemitismo, e escreveu livros marcados pelo extremismo ideológico, publicados aqui no Brasil, muito tempo depois, quando os fanáticos ressuscitadores do hitlerismo, começaram a ter uma ação orgânica. Um desses livros é O Judeu Internacional, um amontoado dessas sandices que hoje ganham espaço. Desgraçadamente.

Considerado um traidor, um “quinta-coluna”, Ford empenhou-se em alinhar os Estados Unidos à Alemanha nazificada. Não conseguiu, e logo reabilitou-se sendo decisivo para o esforço de guerra, como o primeiro a converter suas linhas de montagem de veículos de passeio, para produzir milhões de blindados com pesada artilharia, os tanks, que foram decisivos em todos os teatros de guerra no planeta.

Mas deixemos essas digressões para tratar de algo mais sério, de algo que poderá ser um sinal de alerta para a desmontagem do que resta do parque industrial brasileiro. Claro, estamos nos referindo à Ford, batendo em retirada do Brasil, para ir concentrar-se na Argentina, e ali fazer a adequação dos seus sistemas, face à concorrência da alta tecnologia e inovação chinesas, além de cuidar da reversão de expectativas para a era de energias renováveis, que começa com o pé no acelerador, e tornando presente os veículos que dominarão um futuro bem próximo.

Paradoxo dos paradoxos é a decisão da empresa de trocar um mercado de 210 milhões de habitantes, o brasileiro, pela Argentina que mal chega a um quarto desse total. Logo na Argentina, cujo presidente foi duramente atacado por Bolsonaro, chegando a dizer que ele instauraria no seu país o caos vermelho, e teria efeitos danosos na América Latina. Mais paradoxal ainda é a oferta de cilindros de oxigênio para socorrer os amazonenses que morrem por absoluta falta de coordenação do Ministério da Saúde e dos governantes locais. Maduro, o desatinado, e ele de fato o é, oferece o equipamento salvador, mas Bolsonaro não quer, e nos cemitérios manauaras já não há lugar para defunto. Há um cheiro forte de incompetência misturado com genocídio, que resulta no crime do desprezo pela vida humana.

Macron, o presidente francês que coleciona gafes em relação à preservação da Amazônia, anuncia uma intenção, aliás sem nenhuma consistência, de tornar a Europa autossuficiente em soja, alegando que isso ajudaria para salvar da destruição a Amazônia, de onde, aliás, não vem a nossa maior produção daquele grão essencial ao mundo. Claro, se Bolsonaro não houvesse destratado de forma deselegante, debochada e vulgar a esposa de Macron, isso não estaria acontecendo.

O que tem pesado tão negativamente contra o Brasil? É aquilo exatamente que Bolsonaro revela, ao tratar de forma desconexa e insensata sobre graves assuntos, inclusive a vida, nessa caminhada trôpega de um governo atabalhoado.

Já anda atônita a maior parte da elite empresarial brasileira, que aliás votou no capitão, quando a opção PT, tornou-se algo intragável naquele momento. Nos deparamos com a vertiginosa corrosão do ambiente de negócios, a pandemia irresolvida, e o Brasil malvisto no mundo todo, agora, com o perigo maior de ter relações deterioradas ao mesmo tempo, com os Estados Unidos, a China a Europa e os BRICs, do qual, a Índia, que dele faz parte, parece que nos negará a vacina, (aliás nem se sabe mesmo se foi comprada) mas, o impasse não existiria, se tivéssemos exercido um protagonismo forte naquele bloco econômico, hoje, maior do que os Estados Unidos, e a Comunidade Europeia. Esse bloco que ajudamos a criar e agora menosprezamos, por pura estupidez, abandonando uma concertação de esforços entre grandes países, no qual a outrora respeitada e criativa diplomacia brasileira atuou com maestria.

O empresário e político Oviedo Teixeira, foi em Sergipe quem melhor sabia falar sobre as vantagens e virtudes do carro Ford, que ele vendia numa das suas concessionárias, comprada de um outro exemplar cidadão, José Garcez, que foi Prefeito de Aracaju, um homem simples, comportamento discreto e afável, apesar de se ter tornado, ao casar com Lígia, o genro querido do homem mais poderoso de Sergipe, Maynard Gomes, general e interventor, amigo de Getúlio Vargas. José Garcez, não tinha vaidades, mas apreciava tanto suas inigualáveis vacas holandesas quando o Ford Fairlane, chapa 1, azul e branco, linhas já esguias e aerodinâmicas, sempre dirigido por sua filha Liginha, advogada, hoje casada com Matias Paulino, veterinário, advogado também, um dos casais mais duradouros e sintonizados de Aracaju. Parece que a Ford tem em Sergipe a caracterização desses laços com pessoas efetivamente boas. Isso que no Brasil se vai tornando raro, nesses tempos de almas graníticas, que nem diante de uma mortandade suavizam o trato.

Quando a CIMAVEL vendia motos, o escrevinhador esteve lá querendo comprar uma, mas, saiu com uma reluzente Belina, seminova, dando de entrada seu Ford 8 cilindros, uma balsa pesada, modelo 1948. Rendendo-se ao argumento de Oviedo, que, quando avistava um amigo vinha ele mesmo fazer a venda: “Sujeito, não compre moto, até vou dizer aos meninos que acabem com isso. Quero meus amigos vivos. Olhe, a coisa mais difícil é você encontrar um carro Ford assim, praticamente novo como essa Belina. Ninguém vende. Esse aqui é porque o dono troca todo ano, e esse seu não vai ser difícil de revender. Todo mundo quer ter um Ford.”

Oviedo deixou aos seus filhos as empresas que criou, algumas, apenas embrionárias, outras consolidadas. Todas cresceram, seus filhos herdaram dele o tino empresarial, um jeito especial de tratar com as pessoas, e a participação na comunidade onde vivem.

Seu filho mais novo João Teixeira, e o genro Carlos Lyra, empresário do setor de farmácia, ficaram tocando a concessionária Ford. Lyra foi cuidar de outros negócios, e João continua há mais de 40 anos. Agora, terá de dizer aos seus colaboradores que não há mais carro Ford fabricado no Brasil, mas, vai continuar vendendo os Fords argentinos.

Difícil acreditar que a Ford trocaria o Brasil onde está há 102 anos, pela Argentina, se aqui o clima não estivesse contaminado por tantos tumultos e leviandades. Estaria a Ford escapando do colapso brasileiro, onde se incluiria a razão?

INFORME DESO

"Programa Deso sustentabilidade" leva capacitação para funcionários

Um dos objetivos é conscientizar e ofertar formação continuada em “educação ambiental”

A Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso, por meio da diretoria de meio ambiente e expansão (DMAE), gerência socioambiental (GESA), coordenação de educação ambiental (CEAM) e gerência de coleta e tratamento dos sistemas regionais (GCTR), promoveu cursos de capacitação do "programa deso sustentabilidade" no distrito sul, em Aracaju, e nos municípios de Simão Dias, Nossa Senhora das Dores, Brejo Grande e Santa Luzia do Itanhy, com o objetivo de fornecer uma formação continuada em educação ambiental para a força de trabalho da empresa.

Com o tema "saúde, meio ambiente e sustentabilidade", a capacitação aconteceu inicialmente no distrito sul e depois prosseguiu para os quatro municípios. a ação foi voltada aos empregados e colaboradores das estações de tratamento de esgoto sanitário da companhia, contando com uma dinâmica e palestras a respeito da "educação ambiental e cidadania", "o uso correto dos epi's" e "doenças virais transmitidas por veiculação hídrica", além de uma roda de conversa sobre "a importância do tratamento adequado de efluentes domésticos".

De acordo com a coordenação de educação ambiental da Deso, a capacitação proporcionou mais conhecimento para os colaboradores da empresa e ainda gerou conscientização a respeito das temáticas tratadas. o retorno dos colaboradores foi melhor do que esperado, pois eles contaram que já conheciam alguns assuntos abordados, mas não na íntegra, então foi levado mais conhecimento para eles. atualmente existe uma necessidade ainda maior de falarmos sobre esses temas, principalmente quando tratamos das questões ambientais ligadas ao dia a dia dos funcionários. além disso, é criada uma conscientização, que é o papel principal da educação ambiental.

Destaca-se ainda a integração entre os cinco setores da empresa que ministraram as palestras e com a repercussão da iniciativa, foi solicitado um novo projeto voltado para toda a força de trabalho. todos os cinco envolvidos, assistente social, educação ambiental, estação de tratamento de esgoto, gestão de saúde e segurança do trabalho, abordaram o tema 'saúde, meio ambiente e sustentabilidade' e a maioria deles, marcaram presença para prestigiar os colegas que ministraram a palestra, sendo pontuada uma integração entre eles e com quem recebeu a capacitação.

Deso promove ação solidária e disponibiliza doação de sangue entre os funcionários

Em parceria com o Hemose, a companhia de saneamento de sergipe organizou toda a estrutura interna para a coleta no auditório da sede.

A iniciativa da companhia de saneamento de Sergipe - Deso em mobilizar os funcionários para a doação de sangue superou as expectativas. aproximadamente 130 funcionários se inscreveram e 82 estiveram aptos ( após a triagem) e efetuaram a doação, em uma estrutura montada com todos os requisitos de segurança e higienização, aprovados pela vigilância sanitária e pelo centro de hemoterapia de Sergipe - Hemose, contabilizando um resultado bastante importante e positivo em ajudar a quem precisa, além de colaborar com os estoques, tão comprometidos em tempos de pandemia.

Para a presidência da Deso, a campanha mostra o compromisso da Deso com a população sergipana. é uma parceria muito importante onde os colaboradores da Deso que se engajaram na campanha estão de parabéns, assim como todos que fazem o Hemose, que trouxe o centro para a empresa e que fosse feita essa campanha de doação de sangue. a Deso, que trabalha com qualidade de vida, saneamento, água, esgotamento sanitário, também tem que estar junto nesses momentos que a sociedade precisa. em um momento de pandemia, é muito mais importante que os seres humanos doem um pouco de si e, nesse caso, doando sangue para que possamos salvar outras vidas.

Segundo a diretora geral da fundação de saúde parreiras horta, a ação é de uma importância sem tamanho, no momento crítico que os estoques estão passando. a Deso sempre foi presente, e essa não é a primeira vez que acontece uma parceria com a empresa. quando a sociedade se une nesse sentimento de ajudar ao próximo, só temos a ganhar. todos os cuidados foram tomados, o distanciamento, a higienização do local onde a doação aconteceu. a Deso vem mostrando seu perfil de solidariedade às pessoas que precisam. ressaltando que, para as pessoas fazerem a doação, devem estar em bom estado de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50kg, ter se alimentado antes da doação. tudo isso é observado na nossa pré-triagem e na triagem clínica. tudo que acontece no Hemose é reproduzido na coleta externa para trazer segurança para os doadores.

De acordo com a diretoria de gestão corporativa da Deso, é um momento de agradecimento a todos os envolvidos. a adesão dos colaboradores foi imensa, e mais de 400 pessoas serão beneficiadas, podendo salvar vidas. gratidão aos colaboradores pelo sucesso da ação, a organização que foi feita também pelos colaboradores junto com os funcionários do Hemose. com o sucesso que foi essa ação, será estudada a possibilidade de trazer novamente o Hemose e de transformarmos o evento em mais dias.

Programa saneamento expresso' é referência para estudantes da universidade federal de Sergipe

O grupo visitou a unidade móvel, nas dependências da Deso, onde recebeu informações sobre todo o funcionamento

o 'programa saneamento expresso' é um projeto de educação ambiental, desenvolvido pela companhia de saneamento de Sergipe – Deso, que visa apresentar de forma lúdica e itinerante, o passo a passo do saneamento à população. é apresentada uma maquete dentro de um ônibus, que detalha todos os processos realizados no tratamento de água e esgoto. com base nisso, estudantes do curso de especialização em recursos hídricos e meio ambiente da universidade federal de Sergipe, decidiram escolher o programa da companhia como tema principal sobre um trabalho a ser apresentado por eles.

Segundo a coordenação de educação ambiental da Deso, a ação foi a primeira desde que começou a pandemia. foi uma solicitação feita por alunos da especialização em recursos hídricos e meio ambiente da UFS com o intuito de utilizar o ônibus como ferramenta para um estudo. seis alunos participaram e obedecemos a todas as medidas sanitárias estabelecidas, trabalhando com a capacidade máxima de 30% do ônibus.

Para a pedagoga e estudante do curso de especialização em recursos hídricos e meio ambiente da UFS, Gilvanda Conceição, a visita surgiu de um trabalho do curso e o saneamento expresso representa uma vitrine de conscientização ambiental para a população. “o professor solicitou que fizéssemos um trabalho sobre recursos hídricos, então, diante de várias expectativas, surgiu a ideia de conversarmos com a Deso, já que a empresa faz um trabalho de saneamento e preservação ambiental. como sabemos que a companhia abrange praticamente todo o estado de Sergipe, então por que não fazermos o trabalho com ela? se as pessoas verem as maquetes que estão no saneamento expresso, todo o trabalho de tratamento da água, para mim vai ser uma vitrine para encantar a população pela visão e conscientização ambiental”, ressaltou.

Exposição “museus na Deso” reforça a sergipanidade

Durante toda a semana, peças históricas estarão expostas no auditório central da companhia, aberto a visitação dos funcionários

a sergipanidade está em evidência no auditório central da companhia de saneamento de Sergipe – Deso. durante uma semana, várias peças, vindas de cinco museus do estado, estiveram expostas na empresa, com o intuito de ressaltar a cultura local, além de aproximar os visitantes da história de Sergipe e estimular o conhecimento. na abertura do evento, os funcionários marcaram presença e puderam fazer uma visita guiada.

De acordo com a diretoria de gestão corporativa da Deso, o “dia da sergipanidade”, comemorado no último dia 24 de outubro, é uma data comemorativa para lembrar aos

sergipanos da importância de valorizar a cultura local, por isso a exposição dos museus surgiu para levar conhecimento aos funcionários da empresa. foi um dia para lembrarmos de cultivar a nossa arte, elogiar nossos historiadores e levar no sangue a preservação da cultura, história, música, artes, além de conhecermos mais sobre a nossa história. o agradecimento especial foi para a fundação aperipê, que juntamente com a Deso oportunizou o momento aos funcionários no ano em que é comemorado os 200 anos de emancipação política do estado. uma oportunidade ímpar para os os colaboradores.

Para a diretoria de operação e manutenção, a exposição incentiva os funcionários a saberem mais sobre Sergipe e a empresa está sempre inserida no incentivo a cultura sergipana. a iniciativa da empresa em trazer cultura para os funcionários está de parabéns, pois no dia a dia muitas vezes não temos tempo de visitar nossos museus, conhecer um pouco mais da nossa arte e história. para a diretoria de meio ambiente e expansão, a iniciativa proporciona conhecimento aos funcionários com essa iniciativa em alusão ao “dia da sergipanidade”, teremos a possibilidade de aproximar nossos colegas da história de Sergipe e proporcionar conhecimento sobre o acervo desses museus.

Visitação

Segundo a direção do museu histórico de Sergipe, é o segundo ano de exposições de museus do estado e a iniciativa promove uma aproximação à comunidade. este ano, os museus estão fechados por conta da pandemia, mas a exposição está acontecendo na Deso com todas as medidas de segurança contra a covid-19. por se tratar de um período onde estamos vivendo em pandemia, o museu se encontra fechado para visitação e, a partir de um convite da Deso, fizemos questão de trazer para os funcionários um pouco do nosso acervo, fazendo essa ligação entre o museu e a comunidade e proporcionado conhecimento com segurança. a Funcap, que é quem cuida desses museus, não poderia deixar de estar presente.

 

 

 

 

 

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