Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (39)
27/11/2020
TEXTOS ANTIVIRAIS (39)

ENTRE A ZABUMBA E A PISTOLA

(Edvaldo, leve, livre, e sensível)

Primeiro, vamos desmistificar tanto o instrumento musical, a zabumba, que é também de trabalho; como o equipamento de defesa, a pistola, que, igualmente, é um aparato útil, indispensável em algumas profissões.

Dessa forma, zabumba e pistola adquirem uma conotação semelhante.

Mas, qualquer coisa pode ser depreciada, ou, mais ainda tornar-se objeto de chacota.

Zabumbeiro, poderá ser referência a um honrado músico que vive do seu trabalho, como também, sendo desvirtuada a palavra, ela se tornaria ofensiva, sinônimo de quem gasta o seu tempo em folganças, que leva a vida com a leviana despreocupação dos negligentes. Isso se chamaria preconceito? Parece que a resposta é óbvia.

Quem utiliza a zabumba de forma profissional ou recreativa, é zabumbeiro, ou zabumbeira, mas, quem faz uso da pistola, não pode ser chamado de pistoleiro ou pistoleira.

O uso das palavras impõe a obediência a certos cuidados, delicadas sutilezas, que, inadvertidamente, podem ser desprezados, e assim gerando indesejadas consequências.

No caso da mulher, sempre mais afetada, quando não existe o necessário recato em relação ao emprego das palavras, a tintura pejorativa logo se torna visível.

No decorrer dessa disputa pela prefeitura de Aracaju, aconteceram alguns excessos, não foram tão graves, mas, denotaram a existência de preconceitos, o que é incompatível com o arejamento saudável do ambiente político.

Edvaldo Nogueira, que é um sujeito sintonizado com a leveza e tranquilidade da vida, foi chamado de “Prefeito Zabumbeiro,” porque, autêntico nordestino, gosta de tocar zabumba, e costuma fazer isso nos festejos juninos de Aracaju, aos quais ele deu-lhes uma dimensão nacional. Assim, apareceu algumas vezes nas televisões, tamborilando o seu instrumento, dizem até, que habilidosamente manejado.

Ninguém precisa exibir armas, ou fazer o duvidoso sinal delas.

De Edvaldo não se poderia imaginar que ele tentasse agradar alguns setores, fazendo o gesto da “arminha”, ou a posse de uma pistola.

Se o fizesse seria chamado de pistoleiro? Nesse caso a denominação seria pesadamente ofensiva e, mais ainda, se o gesto fosse feito por uma mulher.

Felizmente não se chegou a esse ponto de grave descortesia.

Mas, voltemos ao assim denominado Zabumbeiro, com uma conotação lamentavelmente pejorativa.

Incompetente Edvaldo não foi, irresponsável, muito menos, assim, foram reviver antigos preconceitos que marcavam os artistas, que atingiam mais pesadamente, as mulheres que ousavam ser atrizes. Havia um documento que identificava as prostitutas, e as atrizes recebiam aquela mesma classificação infame. A Revolução dos tenentes de 1930, levando Getúlio ao poder, acabou aquela discriminação desonrosa, tanto para as atrizes como para as profissionais do sexo.

Os preconceitos que se imaginam sepultados podem ressurgir, até com uma alguma força. O candidato escorraçado pelo voto popular, Rodrigo Valadares, abusou desse expediente desgraçadamente passadista, e a delegada Daniele o chamou de moleque, uma assertiva demasiadamente agressiva, absolutamente impropria numa disputa democrática, onde, apesar dos pesares, deve sempre prevalecer o respeito entre os contendores.

A delegada Daniele não chegou felizmente a fazer referência à pistola, que faz parte indispensável do seu aparato de trabalho e defesa pessoal, mas, o tom inicial da sua campanha foi tão agressivo, que ela rapidamente necessitou exibir uma face menos ríspida, e sem o dedo em riste.

Preferiu dizer-se perseguida, por ter tentado realizar uma caça implacável aos corruptos. E por retaliação, ido parar numa delegacia da Barra dos Coqueiros. E a Barra dos Coqueiros, hoje próspera, florescente, em pleno desenvolvimento, foi assim transformada num fim de mundo?

Houve um episódio, aquele da invasão do local de trabalho do ex-deputado federal Mendonça Prado, onde um Juiz errou ao autorizar o absurdo, e a delegada impetuosamente o consumou.

Tudo o que foi feito de maneira cinematograficamente ostensiva, foi depois derrubado ponto a ponto pela Justiça que sempre acolhe a sensatez.

Houve, nitidamente, um abuso, abusivo, se for permitida a redundância, dando margem a um processo por abuso de autoridade.

Esses episódios lançam dúvidas sobre a sensatez, o comedimento, o equilíbrio indispensáveis a quem se propõe substituir um prefeito que recuperou as finanças devastadas do município, em face da impossibilidade de gerir que já afetava o então prefeito e antes bem sucedido gestor, João Alves Filho, que o avanço da mesma doença, talvez agravada pela sensação que ele ainda conservasse de quanto foi traído, agora, infelizmente, o levou à morte.

Pois aquela prefeitura desde então nunca atrasou salários, nunca descumpriu prazos, nunca lesou fornecedores, e tem como garantia do sistema previdenciário a quantia,- para a condição em que estava o município, de fato astronômica de um bilhão de reais. E há em Aracaju, como denominou a própria delegada candidata: “um canteiro de obras, mas com finalidade eleitoreira”.

Há um episódio narrado pelo ex-deputado Jorge Araújo, sempre revelando sua excelente memória.

Pouco tempo antes de assumir o governo, Augusto Franco concluía o Secretariado, e reuniu para uma conversa, alguns “secretariáveis” outros já definidos, e amigos que sempre os ouvia. Anunciou que para o planejamento havia se fixado no nome do jovem economista Marcos Melo. Alguém fez a desastrada observação: “Marcos Melo não parece capaz de ocupar um cargo tão importante, ele vive tocando violão”.

Mozart Santos que até então estava calado no seu canto disparou pontual e lúcido: “Parabéns Dr. Augusto pela escolha, sendo músico Marcos Melo demonstra quem tem sensibilidade”. Houve a mudez do silêncio e a eloquência do riso de aprovação de Augusto Franco.

Pois então Edvaldo Nogueira demonstra que tem sensibilidade, experiência política, e faro para sentir o cheiro do povo.

Exatamente por isso, nesse domingo, o Zabumbeiro deverá ser mantido na Prefeitura, porque o povo nele enxerga o sinal primoroso da sensibilidade, que é também sinônimo de humildade, de sensatez, comedimento, e crença nos valores humanos.

INFORME DESO

"Programa Deso sustentabilidade" leva capacitação para funcionários

Um dos objetivos é conscientizar e ofertar formação continuada em “educação ambiental”

A Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso, por meio da diretoria de meio ambiente e expansão (DMAE), gerência socioambiental (GESA), coordenação de educação ambiental (CEAM) e gerência de coleta e tratamento dos sistemas regionais (GCTR), promoveu cursos de capacitação do "programa deso sustentabilidade" no distrito sul, em Aracaju, e nos municípios de Simão Dias, Nossa Senhora das Dores, Brejo Grande e Santa Luzia do Itanhy, com o objetivo de fornecer uma formação continuada em educação ambiental para a força de trabalho da empresa.

Com o tema "saúde, meio ambiente e sustentabilidade", a capacitação aconteceu inicialmente no distrito sul e depois prosseguiu para os quatro municípios. a ação foi voltada aos empregados e colaboradores das estações de tratamento de esgoto sanitário da companhia, contando com uma dinâmica e palestras a respeito da "educação ambiental e cidadania", "o uso correto dos epi's" e "doenças virais transmitidas por veiculação hídrica", além de uma roda de conversa sobre "a importância do tratamento adequado de efluentes domésticos".

De acordo com a coordenação de educação ambiental da Deso, a capacitação proporcionou mais conhecimento para os colaboradores da empresa e ainda gerou conscientização a respeito das temáticas tratadas. o retorno dos colaboradores foi melhor do que esperado, pois eles contaram que já conheciam alguns assuntos abordados, mas não na íntegra, então foi levado mais conhecimento para eles. atualmente existe uma necessidade ainda maior de falarmos sobre esses temas, principalmente quando tratamos das questões ambientais ligadas ao dia a dia dos funcionários. além disso, é criada uma conscientização, que é o papel principal da educação ambiental.

Destaca-se ainda a integração entre os cinco setores da empresa que ministraram as palestras e com a repercussão da iniciativa, foi solicitado um novo projeto voltado para toda a força de trabalho. todos os cinco envolvidos, assistente social, educação ambiental, estação de tratamento de esgoto, gestão de saúde e segurança do trabalho, abordaram o tema 'saúde, meio ambiente e sustentabilidade' e a maioria deles, marcaram presença para prestigiar os colegas que ministraram a palestra, sendo pontuada uma integração entre eles e com quem recebeu a capacitação.

Deso promove ação solidária e disponibiliza doação de sangue entre os funcionários

Em parceria com o Hemose, a companhia de saneamento de sergipe organizou toda a estrutura interna para a coleta no auditório da sede.

A iniciativa da companhia de saneamento de Sergipe - Deso em mobilizar os funcionários para a doação de sangue superou as expectativas. aproximadamente 130 funcionários se inscreveram e 82 estiveram aptos ( após a triagem) e efetuaram a doação, em uma estrutura montada com todos os requisitos de segurança e higienização, aprovados pela vigilância sanitária e pelo centro de hemoterapia de Sergipe - Hemose, contabilizando um resultado bastante importante e positivo em ajudar a quem precisa, além de colaborar com os estoques, tão comprometidos em tempos de pandemia.

Para a presidência da Deso, a campanha mostra o compromisso da Deso com a população sergipana. é uma parceria muito importante onde os colaboradores da Deso que se engajaram na campanha estão de parabéns, assim como todos que fazem o Hemose, que trouxe o centro para a empresa e que fosse feita essa campanha de doação de sangue. a Deso, que trabalha com qualidade de vida, saneamento, água, esgotamento sanitário, também tem que estar junto nesses momentos que a sociedade precisa. em um momento de pandemia, é muito mais importante que os seres humanos doem um pouco de si e, nesse caso, doando sangue para que possamos salvar outras vidas.

Segundo a diretora geral da fundação de saúde parreiras horta, a ação é de uma importância sem tamanho, no momento crítico que os estoques estão passando. a Deso sempre foi presente, e essa não é a primeira vez que acontece uma parceria com a empresa. quando a sociedade se une nesse sentimento de ajudar ao próximo, só temos a ganhar. todos os cuidados foram tomados, o distanciamento, a higienização do local onde a doação aconteceu. a Deso vem mostrando seu perfil de solidariedade às pessoas que precisam. ressaltando que, para as pessoas fazerem a doação, devem estar em bom estado de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50kg, ter se alimentado antes da doação. tudo isso é observado na nossa pré-triagem e na triagem clínica. tudo que acontece no Hemose é reproduzido na coleta externa para trazer segurança para os doadores.

De acordo com a diretoria de gestão corporativa da Deso, é um momento de agradecimento a todos os envolvidos. a adesão dos colaboradores foi imensa, e mais de 400 pessoas serão beneficiadas, podendo salvar vidas. gratidão aos colaboradores pelo sucesso da ação, a organização que foi feita também pelos colaboradores junto com os funcionários do Hemose. com o sucesso que foi essa ação, será estudada a possibilidade de trazer novamente o Hemose e de transformarmos o evento em mais dias.

Programa saneamento expresso' é referência para estudantes da universidade federal de Sergipe

O grupo visitou a unidade móvel, nas dependências da Deso, onde recebeu informações sobre todo o funcionamento

o 'programa saneamento expresso' é um projeto de educação ambiental, desenvolvido pela companhia de saneamento de Sergipe – Deso, que visa apresentar de forma lúdica e itinerante, o passo a passo do saneamento à população. é apresentada uma maquete dentro de um ônibus, que detalha todos os processos realizados no tratamento de água e esgoto. com base nisso, estudantes do curso de especialização em recursos hídricos e meio ambiente da universidade federal de Sergipe, decidiram escolher o programa da companhia como tema principal sobre um trabalho a ser apresentado por eles.

Segundo a coordenação de educação ambiental da Deso, a ação foi a primeira desde que começou a pandemia. foi uma solicitação feita por alunos da especialização em recursos hídricos e meio ambiente da UFS com o intuito de utilizar o ônibus como ferramenta para um estudo. seis alunos participaram e obedecemos a todas as medidas sanitárias estabelecidas, trabalhando com a capacidade máxima de 30% do ônibus.

Para a pedagoga e estudante do curso de especialização em recursos hídricos e meio ambiente da UFS, Gilvanda Conceição, a visita surgiu de um trabalho do curso e o saneamento expresso representa uma vitrine de conscientização ambiental para a população. “o professor solicitou que fizéssemos um trabalho sobre recursos hídricos, então, diante de várias expectativas, surgiu a ideia de conversarmos com a Deso, já que a empresa faz um trabalho de saneamento e preservação ambiental. como sabemos que a companhia abrange praticamente todo o estado de Sergipe, então por que não fazermos o trabalho com ela? se as pessoas verem as maquetes que estão no saneamento expresso, todo o trabalho de tratamento da água, para mim vai ser uma vitrine para encantar a população pela visão e conscientização ambiental”, ressaltou.

Exposição “museus na Deso” reforça a sergipanidade

Durante toda a semana, peças históricas estarão expostas no auditório central da companhia, aberto a visitação dos funcionários

a sergipanidade está em evidência no auditório central da companhia de saneamento de Sergipe – Deso. durante uma semana, várias peças, vindas de cinco museus do estado, estiveram expostas na empresa, com o intuito de ressaltar a cultura local, além de aproximar os visitantes da história de Sergipe e estimular o conhecimento. na abertura do evento, os funcionários marcaram presença e puderam fazer uma visita guiada.

De acordo com a diretoria de gestão corporativa da Deso, o “dia da sergipanidade”, comemorado no último dia 24 de outubro, é uma data comemorativa para lembrar aos

sergipanos da importância de valorizar a cultura local, por isso a exposição dos museus surgiu para levar conhecimento aos funcionários da empresa. foi um dia para lembrarmos de cultivar a nossa arte, elogiar nossos historiadores e levar no sangue a preservação da cultura, história, música, artes, além de conhecermos mais sobre a nossa história. o agradecimento especial foi para a fundação aperipê, que juntamente com a Deso oportunizou o momento aos funcionários no ano em que é comemorado os 200 anos de emancipação política do estado. uma oportunidade ímpar para os os colaboradores.

Para a diretoria de operação e manutenção, a exposição incentiva os funcionários a saberem mais sobre Sergipe e a empresa está sempre inserida no incentivo a cultura sergipana. a iniciativa da empresa em trazer cultura para os funcionários está de parabéns, pois no dia a dia muitas vezes não temos tempo de visitar nossos museus, conhecer um pouco mais da nossa arte e história. para a diretoria de meio ambiente e expansão, a iniciativa proporciona conhecimento aos funcionários com essa iniciativa em alusão ao “dia da sergipanidade”, teremos a possibilidade de aproximar nossos colegas da história de Sergipe e proporcionar conhecimento sobre o acervo desses museus.

Visitação

Segundo a direção do museu histórico de Sergipe, é o segundo ano de exposições de museus do estado e a iniciativa promove uma aproximação à comunidade. este ano, os museus estão fechados por conta da pandemia, mas a exposição está acontecendo na Deso com todas as medidas de segurança contra a covid-19. por se tratar de um período onde estamos vivendo em pandemia, o museu se encontra fechado para visitação e, a partir de um convite da Deso, fizemos questão de trazer para os funcionários um pouco do nosso acervo, fazendo essa ligação entre o museu e a comunidade e proporcionado conhecimento com segurança. a Funcap, que é quem cuida desses museus, não poderia deixar de estar presente.

 

 


 


 

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