Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (21)
29/06/2020
TEXTOS ANTIVIRAIS (21)

O COVID-19 E A FOGUEIRA DE SÃO JOÃO

(O covid queimando na fogueira)

No nordeste, sem fogueiras, o São João fica meio sem graça, insosso. A tradição vem refluindo das capitais para acomodar-se por onde o asfalto ainda não cobriu o mundo.

Nesses tempos, onde o vírus rabudo, tinhoso, belzebu excomungado, mete medo e dá as ordens, caso desobedecido aleija, ou mata, desse jeito, com as fogueiras mesmo não proibidas, apenas desaconselhadas, ninguém, fogosamente animado, se dispôs a juntar sequer acanhados gravetos, para neles riscar fósforo e fazer crepitar o fogo.

Na Sibéria agora é verão, e acima do Círculo Ártico, com alarme, as pessoas viram nos termômetros 38 graus positivos. Nessa onda de negacionismo, tanto de que a terra é redonda, como da pandemia que nos devasta, e das evidências do aquecimento global, uma Sibéria tropical seria algo inexplicável, ou uma prova efetiva contra os renitentes.

Para alguém que esteve durante o verão finlandês buscando ver o sol da meia-noite, lá pelo norte da cidade de Rovaniemi, por onde passa a linha imaginária daquele círculo, e surpreendeu-se com a temperatura de apenas 3 graus, fica difícil imaginar que, ainda mais perto do polo norte, ocorram temperaturas tropicais.

Essa mesma pessoa, que buscava tão longe a noite virando dia, agora, nesse inverno nordestino que veio com muita chuva e até ventando frio, viu, oscilando no termômetro temperaturas entre 16 e 18 graus. Então, relutando em aderir por inteiro, tanto à tese do aquecimento, como à sua completa negação, resolveu fazer algo mais prático: acender uma fogueira bem junina, à falta de uma lareira acolhedora. Ali pelo terreiro, a fogueirinha apagada por medo do covid, esperava quem viesse para atender às ânsias calorentas de todas as pré-fogueiras.

Um talo de fósforo realizou o sonho, e eis a fogueira única, solitária, a tremeluzir na noite silenciosa de um mês de junho emudecido.

Ficou em torno, aproveitando o calorzinho, imaginando coisas virtuais, como tudo agora, e acontecendo justamente por ali, em torno de onde alcançava a luz cambiante da fogueirinha indecisa.

Imaginou um fervilhante forró com a Orquestra Sanfônica, felizmente refeita, e Amorosa, a Diva desse viril e esbraseado lirismo nordestino, fazendo esvoaçar a asa-branca etérea; depois, quanto surrealismo, transmudando-se numa andaluza, percutindo um “passo doble” no tablado e nas frenéticas castanholas.

Mas, durou pouco essa fuga ou devaneio. Afinal, em tempo de pandemia, o sonho se torna inviável, policiado de perto pela crueza dos acontecimentos. Ficou então quieto ao lado da fogueira, e ao baixar a vista surpreendeu-se com um enxame de bichinhos estranhos, que pareciam rolar pelo chão, misturando-se àquelas bolinhas redondas que as cabras espalham profusamente, desde que bem alimentadas.

Os bichinhos assemelhavam-se àquelas esferas caprinas, mas, tinham protuberâncias pontiagudas, que até dificultavam sua rolagem incerta, com trejeitos de coisa traiçoeira.

Então, já imerso por completo na realidade daquela noite restrita, de um São João murcho, aguçou a vista, e quando um daqueles bichinhos friorentos costeando a fogueira, tornou-se nítido, logo o identificou: era o mafarico, o infame, o desnaturado, o vírus maléfico, ele próprio, em pessoa. Exatamente, em carne e osso? Nada de carne nem de osso, apenas uma gosma abjeta, assim como o caráter dos desnaturados. Era ele mesmo: o covid-19.

Jeitosamente apanhou o covid, acomodou melhor a máscara para evitar aspirá-lo, e o jogou à fogueira.

Sentiu então que consumara a sua obra. Da fogueira exalava um cheiro horripilante, putrefato, o cheiro do covid. Acabara de ser destruído o vírus malfazejo.

Foi dormir e acordou agoniado. Precisava encontrar as cinzas do covid. Ainda escuro começou a remexer no borralho da fogueira, tentando achar restos do bicho carbonizado. Chovera durante a noite, e as cinzas se transformaram numa massa pastosa.

Desesperou-se. Perdera a oportunidade de mandar a carcaça inerme do covid derrotado ao Ministério da Saúde, o QG onde acantonaram as tropas mal sucedidas que tentam combatê-lo.

Animou-se com uma ideia melhor. Pensou: pode ser que o Weintraub, depois de fazer uma fogueira na educação brasileira, seja impedido por higiene ética de ocupar a sinecura no Banco Mundial.

Então, poderia ser recambiado ao Brasil, e ganhar um inusitado emprego.

Não tendo realizado o sonho pérfido de acender fogueiras expiatórias onde se divertiria a queimar, entre outros, os “vagabundos do STF”, faria, talvez, o que seria a primeira boa ação da sua infausta existência: abanaria o fogo tentando tostar covides.

No livro ‘O Queijo e os Vermes’, o italiano Carlos Ginsburg, enfoca a vida de um simples moleiro nascido em 1532, numa aldeia encravada nas montanhas do Friuli. Chamava-se Domênico Scandella, e era mais conhecido por Menocchio. Foi levado à fogueira do Santo Oficio, porque, sendo letrado, percorrera muitos dos livros que então começavam a sair do invento de Guttenberg, e deu-se a falar e pregar heresias. Entre elas uma Cosmogonia, e até uma teoria da evolução. Menocchio sustentava que no princípio o mundo era água, essa água foi batida, tornando-se espuma, que coagulou à maneira de um queijo. Desse queijo, surgiu uma infinidade de vermes, e desses vermes alguns se tornaram humanos.

Nesses impensáveis tempos de pandemia devastadora, se vivo fosse, Menocchio poderia fazer alguns acréscimos à sua teoria do mundo e da vida, admitindo que vermes podem transformar-se em covides, e humanos podem retroagir à condição de vermes.

LEIA MAIS:

SERGIPE, BELIVALDO E O FUTURO

(Belivaldo: Desatando o nó do presente e tentando o futuro)

O que se imagina para Sergipe nos próximos meses?

A resposta depende principalmente do que acontece agora em relação à pandemia. As atividades econômicas, como já ficou definido pelo governador e o conselho criado para compartilhar decisões sobre a crise, serão reiniciadas ao longo de julho. Mas podem acontecer retrocessos, a depender da evolução do imprevisível e letal covid-19.

A preocupação maior consiste em saber quais as intenções efetivas do governo federal. Sairá o crédito para as empresas? Haverá um projeto, tal como o esperançoso plano esboçado pelo Ministro da Casa Civil Braga Neto, mas logo contestado, e até ridicularizado por Paulo Guedes?

A ideia do general da Casa Civil e de alguns Ministros que têm sensibilidade para o instante que vivemos, era injetar recursos imediatos para reativar obras, e principalmente a construção civil, aqueles setores que mais geram empregos e fazem circular renda. Caso algo semelhante aconteça, melhoram as perspectivas. Se nada disso ocorrer, a crise será mais demorada.

Sergipe depende, quase totalmente do que acontece no plano federal.

O estado tinha ótimas perspectivas que arrefeceram com a recessão, com a crise que já existia na indústria do petróleo, mas, os projetos estão prontos, as articulações avançadas, e caso o consumo de óleo e gás volte a crescer, como se espera, um fluxo de investimentos considerável recomeçaria a acontecer, basicamente, na área das petroleiras que operam off shore.

Há, digamos assim, mil providências a serem tomadas e ajustadas, um cenário novo a remodelar. Há enfim muitos desafios. Entre eles, a retomada das atividades da hibernada FAFEN, a entrada em operação da CELSE, que já está pronta e acabada, aguardando aumento da demanda por energia; e tantos outros projetos na área do gás.

No turismo, a retomada das atividades acontecerá em meio a uma sinergia entre governo e empresários, que poderá render resultados.

Com a nova formatação para as políticas públicas no campo do saneamento básico, não se pensa em privatização da DESO, mas uma Parceria Público Privada se desenha, e poderia ser concretizada com rapidez, para aproveitar a onda favorável no setor privado.

A agonia de Belivaldo Chagas para enfrentar a pandemia, evitar um colapso maior, e com os olhos voltados para a economia, faz parte do seu cotidiano.

A preocupação mais imediata, é a manutenção regular da folha de pagamento. Chegou uma parte dos prometidos recursos do governo federal, que saíram por pressão do Congresso.

Mas, a necessidade de manter em operação todo o aparato da Saúde, que é caro, complexo e sensível, está consumindo tudo o que existe. Um simples exemplo: o SUS paga em torno de mil e seiscentos reais diários por cada internamento na UTI de paciente do Covid-19. Esta, a participação do Governo Federal, além de equipamentos e medicamentos que são enviados. Todavia, o governo do estado gasta algo em torno de cinco mil reais por cada caso.

Não há cofre recheado que aguente, quanto mais os cofrinhos mirradinhos de Sergipe.

LEIA MAIS:

O CAOS NOSSO DE CADA DIA

(Decotelli, um ministro mentiroso?) 

Hosana nas alturas, faz cinco dias que nem o presidente nem os seus filhos turbulentos, fazem qualquer manifestação agredindo o bem senso, e pondo em sobressalto o ambiente político e as instituições. Foi a maior trégua desde que o capitão e seus filhos chegaram ao poder, e isso já se prolonga por um ano e seis meses.

Quando Temer concluiu o tempo do mandato que ele arrebatara da inepta Dilma, a economia brasileira dava sinais de recuperação promissores, graças, principalmente, à competência do Ministro Meireles e ao discernimento do próprio presidente, que parecia liderar uma quadrilha, mas, posto de lado seu incurável deslize, ele tinha uma noção razoável do que deve fazer um governante para obter resultados indispensáveis num período de crise.

Bolsonaro e os seus filhos formam um quadrunvirato de incendiários.

Todas as atitudes deles, sinalizam, apesar dos disfarces, um visceral desprezo à democracia e uma incompreensão, ou mesmo ojeriza àquela tessitura constitucional da sinergia que deve vigorar entre os poderes, para que se estabeleça a necessária harmonia entre todos, e a desejada e imprescindível independência de cada um. O instrumento único para que se alcance tudo isso é o diálogo. Não se pode dizer exatamente que Bolsonaro seja alguém afeito ao diálogo, até mesmo, porque em certos casos suas limitações intelectuais, ou mesmo intelectivas, fazem a conversação derivar para o bizarro ou desconexo.

Uma das esquisitices do quadrunvirato, é que eles são políticos, porém em algumas ocasiões revelem abominar a política, embora vivam da política, e até agora tenham tido sucesso, numa ascensão meteórica, só explicável pelo nível de degradação a que chegou o ambiente da vida pública brasileira.

Enfrentamos uma pandemia que se transforma em catástrofe nacional, vivemos uma recessão econômica, e o Brasil é hoje um desprezado pária entre as nações.

Faz pouco tempo o presidente galopava entre aqueles grupos miúdos de apoiadores, demonstrando entusiasmo com a ideia de ampliar seu galope sobre as instituições, e fazer secar sob os cascos do seu cavalo as ideias generosas que cultivamos, em cinco séculos de processo civilizatório.

Um núcleo raivoso de desajustados sociais, tentava amedrontar, criando um fantasma vingador que viria impor as suas vontades, a “venezuelização” do Brasil, tendo à frente do processo demolidor a cópia de um Maduro, muito pior do que o original.

Em todo esse período de turbulências pré-fabricadas, um núcleo que consegue pensar, planejar e agir, ainda que a revelia de Bolsonaro e dos seus filhos, tem evitado que a escumalha recolhida por eles no caldeirão de impurezas mentais e éticas acelere o caos.

E essa escumalha, quando é afastada, logo se substitui por outra.

Sai o Waintraub, da Educação, entra o professor Decotelli, gente com boa referência, docente da FGV. Mas vem logo a decepção. No mínimo, não sendo um extremista delirante e maléfico como o anterior, antes de assumir, já surge o mentiroso, o fraudador, o vaidoso que mente, para responder à inquietação do ego sempre insatisfeito. Comete uma fraude de tal forma ridícula, que logo o desclassifica como cidadão.

Ele não é doutor pela Universidade de Rosário na Argentina e muito menos pós-doutorado pela Bergische Universität Wuppertal, na Alemanha. É acusado também de plágio na sua dissertação de mestrado na FGV.

Em qualquer país civilizado do mundo, um mentiroso jamais seria nomeado Ministro da Educação. Aliás, comprovada a mentira, o mentiroso já se revela incapacitado para exercer qualquer cargo público.

Mas por aqui, agora, surge o critério decisivo para a nomeação através de uma “banca examinadora” formada pelos três filhos, todos pós-doutorados em incoerências e extremismos.

Ser militante da guerra ideológica, admirador de Donald Trump, negar a pandemia, ser homofóbico, (racismo conta ponto), valorizar mais as armas do que os livros, rir da ideia do aquecimento global, festejar queimadas “levando progresso à Amazônia”; aguardar, ansiosamente patriótico, que três soldados e um jeep, fechem o STF e o Congresso Nacional, ai, então, será aprovado “summo honore.”

Todavia, o núcleo militar que ainda consegue salvar o governo de maiores vexames, está debruçando-se sobre o fraudado currículo do futuro ministro, que agora tem o Ministério Público também no seu rastro. Confirmada a fraude será dito a Bolsonaro: anule o ato de nomeação.

Enquanto isso a Educação brasileira está sendo criminosamente esfrangalhada por incompetentes fanáticos. O mesmo acontece com a Cultura, com a Saúde, patrulhada pelo capitão que nega a pandemia.

A improvisação, a prevalência da ideologia extremista em vez da técnica e da ciência, do bom senso, faz acontecer desastres, entre eles o escândalo dos 600 reais de ajuda aos desempregados e pobres, recebidos, por culpa dos critérios adotados, por mais de seiscentas mil pessoas, entre elas, empresários, militares, funcionários públicos, e todo tipo de gente sem ter necessidade, mas, alega ter direito ao benefício. Nisso, alguns bilhões foram jogados fora, da mesma forma como se desperdiçaram recursos para a fabricação da cloroquina inútil, o milagre receitado pelo Doutor Bolsonaro.

Juntem, a tudo isso, a tonteira que a economia em colapso criou em Paulo Guedes, incapaz, até agora, de formatar um plano para evitar a falência em série de centenas de milhares de empresas, e teremos, perfeitamente previsível, o caos nosso de cada dia, todos os dias que durar o mandato do capitão, que agora Queiroz já encolheu, finalmente, no isolamento social.

INFORME PUBLICITÁRIO- DESO

* Deso apoia Projeto que recolhe tampas plásticas para ajudar animais de rua

A responsabilidade socioambiental da Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso assume cada vez mais um papel que vai além de levar água potável a sociedade e tratar esgoto. A empresa busca ampliar ações de sustentabilidade, viabilizando na prática a aplicação do conceito de economia circular onde compramos, estocamos, distribuímos e reciclamos. E é dessa forma que a Deso está apoiando e divulgando o "Projeto Tampas Pets", que transforma doações de produtos recicláveis em castração de animais de rua.

O Projeto por meio de arrecadação de frascos de aerossol (desodorante, bom ar, inseticida), tampas de plástico ( tampas de garrafa pet, de detergente, de água sanitária, de remédios, de sorvetes, de margarina, de creme dental, dentre tantas outras), tampas de ferro e alumínio (tampas de refrigerante KS, tampas de azeite), recolhe e vende as tampinhas para custear a castração de cães e gatos que vivem nas ruas.

- PONTOS DE ARRECADAÇÃO NA DESO

Como utilizamos muitas embalagens essa é uma forma de contribuirmos com o meio ambiente e fazer o bem, fortalecendo o compromisso com a sustentabilidade e diminuindo a quantidade de animais sofrendo de fome ou qualquer outro motivo, nas ruas.

Estão disponibilizadas bombonas identificadas para o descarte dos produtos (que devem estar limpos), no corredor da Diretoria de Gestão Corporativa, na sede da Deso, além dos Serviços Gerais – CSGE, e no Centro de Distribuição - CD. Para a Gerência de Compras e Almoxarifado – GCAL, a participação dos colaboradores da Deso é de suma importância, pois também reflete o grau de comprometimento e consciência sobre essa temática. Em parceria com a Gerência de Apoio Administrativo -GAAD, área que trouxe a proposta de adesão ao projeto,  observa-se a facilidade em realizar a contribuição, pois são materiais/resíduos que todos geram no dia a dia das casas e que na maior parte das vezes seriam descartados, sem que possa ser assegurada a sua reutilização. É uma ação maravilhosa onde podem ser reaproveitados o que poderia parar no rio, no mangue ou até mesmo no lixão e dar uma nova finalidade, transformando a realidade desses animais que muitas vezes são abandonados.

 Confira o Projeto no Instagram: @tampaspets

*  Funcionários da Deso participam de campanha para doação de sangue

Salvar vidas. Esse foi o objetivo dos funcionários da Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso, que tiveram a iniciativa solidária em se mobilizarem para ampliar os estoques de sangue do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose). O grupo com mais de 20 participantes esteve no órgão e participou da doação de sangue, em um ato importante de amor ao próximo, principalmente em época de pandemia, onde o número de doação está reduzido.

Um dia importante para a Deso e para os colaboradores que mostram o compromisso da empresa com a responsabilidade social, além da solidariedade dos funcionários em atender solicitação dessa campanha do Hemose e do Governo do Estado, durante esse momento de pandemia. De acordo com a Fundação Parreiras Horta, a Deso é uma instituição que serve a população e está sempre a frente com atos em ajudar ao próximo. Nesse momento tão peculiar, nessa luta de combate a pandemia, as pessoas ainda possuem esse instinto de solidariedade e de amor ao próximo. O Hemose está de portas abertas para as doações e as pessoas que quiserem doar, terão toda a segurança de acordo com as normas do Ministério, podendo agendar a doação.

Uma ação humanitária de grande importância para o Hemocentro do estado de Sergipe, para os pacientes que compõem toda a rede hospitalar, os quais precisam de cada ato e cada ação. É sabido de todos que essas ações salvam vidas. O Hemocentro, através da Diretoria Geral, da Fundação de Saúde Parreiras Horta e da Superintendência do Hemocentro, parabeniza pela bela ação da Deso e espera que a parceria continue pois é de grande importância para todos.

De acordo com a Fundação a participação da Deso chega em um momento importante e que outros órgãos possam ter a mesma iniciativa. A campanha é intensa nas redes sociais para falarmos sobre a importância da doação de sangue nesse momento de pandemia, onde as pessoas estão preocupadas, mas também é preciso pensar que existem outras pessoas com outras doenças que precisam da solidariedade . A participação da Deso chega em momento importante, e que outros órgãos do estado possam somar e levantem a bandeira da solidariedade e mobilizem seus funcionários e gestores para somar a causa.

Campanha de informação e orientação à população sobre a Covid-19

* Unidades de referência para atendimento de síndromes gripais já atenderam 19,4 mil pessoas

(Fotos: André Moreira)

Uma das primeiras medidas adotadas pela Prefeitura de Aracaju, e que faz parte do Plano de Contingência da capital no enfrentamento da covid-19, foi a adaptação de oito Unidades Básicas de Saúde para atendimento exclusivo de pacientes com síndromes gripais ou suspeita de coronavírus. Essas unidades têm a atribuição de atender casos mais leves, como forma de não sobrecarregar as portas de urgência e emergência da rede municipal.

As oito unidades de referência para síndromes gripais foram abertas de maneira gradativa, conforme a crescente na demanda de casos. Desde o mês março, quando as unidades passaram a ofertar esse tipo de serviço, até este domingo (28) já foram atendidas 19.462 pessoas, sendo registrados, apenas no mês de junho, mais de 10 mil atendimentos.

Em março, foram realizados 728 atendimentos; já no mês de abril, 2.168 pessoas passaram pelas unidades; e 6.412 em maio. Esses três primeiros meses juntos somam 9.308 atendimentos, marca superada em menos de 30 dias, considerando os atendimentos em junho, que até ontem, 28, alcançaram 10.154 pessoas. 

De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde também no domingo, já são 14.251 casos confirmados de covid-19 na cidade e a taxa de ocupação de leitos de enfermaria municipais é de 82,9%. 

Os índices mostram que, neste mês de junho, tivemos uma alta considerável do número de atendimentos em todas as unidades de referência, o que consequentemente reflete no número de casos confirmados na capital, já que nessas unidades também estamos realizados testes para detectar a covid-19. Mas é importante ressaltar que o objetivo dessa medida que adaptou o atendimento exclusivo para síndromes gripais e preparou as equipes de saúde, é justamente para desafogar as urgências e emergências em nossos hospitais municipais que também têm recebido alta demanda”, destaca a coordenadora da Estratégia Saúde da Família, Michelle Dias. 

Michelle explica que a população deve procurar as unidades hospitalares apenas quando há sintomas mais graves da doença, como falta de ar. “A pessoa que está apresentando sintomas leves ou está com suspeita de infecção por coronavírus, antes mesmo de sair de casa pode fazer uso do nosso serviço de monitoramento [através do 0800 729 3534] que também tem profissionais aptos a orientá-la. Mas caso a pessoa apresente sintomas mais brandos e deseje buscar atendimento diretamente em uma dessas oito unidades de referência, não deve sair de casa sem a proteção da máscara. Na unidade ela receberá o atendimento devido e, fará o teste para detecção ou não da doença, caso o médico avalie como caso suspeito de covid-19”, orienta a coordenadora. 

As unidades de referência foram selecionadas de maneira a abranger as oito regiões de saúde de Aracaju: a UBS Augusto Franco, localizada no conjunto Augusto Franco; UBS Geraldo Magela, no conjunto Orlando Dantas; UBS Ministro Costa Cavalcante, no Inácio Barbosa; UBS Fernando Sampaio, no Castelo Branco; UBS Cândida Alves, no Santo Antônio; UBS Eunice Barbosa, no Coqueiral; UBS José Machado de Souza, no Santos Dumont, e a UBS Onésimo Pinto, no Jardim Centenário. Os pacientes têm acesso às unidades de domingo a domingo, das 7h às 20h.

 

Voltar