Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor e membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências.
Além desse blog, escreve duas páginas dominicais no Jornal do Dia.
SUKITA NÃO É UM REFRIGERANTE
18/08/2018
SUKITA NÃO É UM REFRIGERANTE

 

SUKITA NÃO É UM REFRIGERANTE

       Refrigerante, no Brasil, não sendo da Coca-Cola ou da Ambev, está condenado a ter vida curta. Resistem as chamadas tubaínas, mas a sobrevivência é uma maratona de obstáculos. Concorrer com as duas gigantes, que têm uma tentacular logística e até podem impor ao cliente os seus próprios pacotes de produtos, é uma sacrificada maratona de obstáculos. A maior parte vai ficando pelo caminho.

       O refrigerante Sukita foi um desses que surgiu, cresceu e morreu assim, quase de morte súbita. Um xarope amarelo e que, efetivamente, tinha gosto forte de laranja. Era a reedição, quase perfeita, de um outro, o Crush, feito em Pernambuco e que foi a melhor “laranja química” até hoje fabricada. Sumiu com a falência da fábrica.

       Nos tempos em que o refrigerante, aquela laranjada artificialíssima, estava em alta, um menino, flanelinha e lavador de carro nas ruas de Aracaju, ganhou o apelido de Sukita. Ganhou e gostou, e, então, como fazem os flanelinhas mais espertos, começou a intermediar a venda de carros usados. Deu tão certo, que logo aparecia o Sukita empresário, despontando numa área em que a concorrência é acirrada e tem, entre alguns competidores, lances que se assemelham, ou equivalem, às práticas mafiosas.

         Faz algum tempo, um jornalista estava na sede aracajuana do PSB, conversando com o senador Valadares, quando foi anunciada a chegada de Sukita, então no auge da sua escalada no comércio de veículos usados em Aracaju, chegando ao patamar em que a desenvoltura empresarial se faz mais importante do que a simples intuição para tocar o negócio.

         O jovem Sukita foi à escola, também dedicou-se às artes marciais e chegou a ser campeão nordestino de karatê na classe em que competia. Vaidoso, tem o rosto permanentemente maquiado.

        Na conversa no PSB ele manifestou o desejo de ser candidato a prefeito da sua terra, Capela. O jornalista que o conheceu naquela ocasião, fez a ele uma indagação dura: “Sukita, você é traficante ou é ‘laranja’?”

         Sukita respondeu, com segurança, que não era uma coisa nem outra e acrescentou uma sucinta história da sua vida, desde o nascimento pobre em Capela à ascensão nos negócios. Confiantemente, disse que teria na política uma carreira de sucessos.

        O jornalista, um tanto cético, observou: “Se você for mesmo isso que diz, seu sucesso empresarial parece garantido, mas tenha muito cuidado, faça uma avaliação cuidadosa, a política é repleta de armadilhas e de muitas tentações”.

            Elegendo-se prefeito, Sukita logo “caiu em tentação”.

          Em contraste com a miséria que o rodeava, distribuiu esmolas ao povo e foi morar numa casa quase suntuosa, uma espécie de castelo, a revelar o poder dos que lá moravam e a distância que os separavam da antiga pobreza. Sukita circulava em carros de luxo, mas essas ostentações não lhe afetaram eleitoralmente, pelo contrário, lhe renderam cada vez mais votos.

        Reelegeu-se e passou a sonhar muito mais alto. Todavia, contra ele chovem acusações e processos, foi condenado, passou duas vezes pela cadeia, mas permanece candidato a deputado federal.

            Condenado em segunda instância, a ele prometeram os aliados que iriam livrá-lo, tanto da prisão como da inelegibilidade. 

         O desembargador Ricardo Múcio, presidente do Tribunal Eleitoral, não fez pré-julgamento quando detalhou o rito até a execução da pena a que Sukita já foi condenado. Assim, ele teria o sucesso interrompido, tal como o refrigerante do qual herdou o nome. Mas, se ficar elegível e disputar a eleição, poderá ser o nosso deputado federal mais votado.

            É a prova mais conclusiva de que o nosso eleitorado necessita urgente tomar um banho de escola.

O SUKITA QUE NÃO É REFRIGERANTE

 

A ESPERADA QUEDA DE ROGÉRIO

      A queda de Rogério Carvalho já era considerada favas contadas, embora persistam dúvidas, e haverá recursos. Mas a sentença no Tribunal Eleitoral o torna inelegível e isso afeta a sua campanha ao Senado, que ele já tocava com o ímpeto de trator que o caracteriza. No meio de tantas “liberalidades” anteriores a punição a Rogério, parece destoar do rito de absolvições em voga.

        Os advogados de Rogério asseguram que ele ainda poderá safar-se, pois a sentença não teria caracterizado a existência de dolo, apenas culpa. Mas o baque em Brasília afeta o ânimo da sua campanha.

        Livrando-se ou não, o quadro para ele se complica, e se complica, também, o reabastecimento da chapa pelo PT, porque lhe faltam quadros competitivos e não passa pela cabeça do grupo de partidos que formam a base de Belivaldo a ideia de remanejar Eliane Aquino da chapa de governo, onde figura como vice, para substituir Rogério.

        Há quem afirme que contra o deputado André Moura poderá ser acionada a lei da ficha limpa. No Supremo ele livrou-se da acusação que o envolveria com a Lava Jato. O processo resultante de uma delação foi arquivado por ausência de provas, mas, aqui em Sergipe, o deputado permanece condenado. O afastamento de André que parece improvável, provocaria um abalo de imprevisíveis consequências no grupo que ele integra e hoje comanda.

ROGÉRIO CARVALHO PENSANDO NO FUTURO

 

ENTRE PERÓN E LULA COM ALGUMAS SEMELHANÇAS

        Juan Domingo Perón tornou-se presidente da Argentina em 1946.  Antes saíra do Ministério do Trabalho preso durante uma rebelião militar, foi solto por exigência dos trabalhadores nas ruas e, logo depois, eleito presidente.

      A economia argentina experimentou um crescimento acelerado em seu período, houve crédito fácil, expansão do emprego, o país, predominantemente rural, industrializou-se, os trabalhadores ganharam direitos e os sindicatos foram fortalecidos. O salário mínimo aumentou, surgiram benefícios, como a redução da jornada de trabalho, o 13º salário, seguro saúde, férias remuneradas, conquistas imensas para uma classe trabalhadora, até então desprovida de direitos. Perón reelegeu-se e a expansão da economia se manteve. A Argentina surgia para o mundo como o primeiro país subdesenvolvido capaz de superar o atraso e tornar-se uma potência econômica.

      Choviam acusações de corrupção e Evita, a jovem e bela esposa de Perón, que se tornou uma figura idolatrada, exibia seus brilhantes reluzentes, mas era “la madre de los descamisados”. Quando Evita faleceu aos 33 anos, Perón pediu ao Papa que a santificasse.

      Deposto por um golpe militar em 1955, Perón exilou-se na Espanha, mas de lá continuou exercendo poderosa influência na vida do país. Em 1971 o general Alejandro Lanusse assumiu a presidência prometendo fazer a transição para a democracia e convidou Perón a retornar ao país, todavia, sendo impedido de concorrer á presidência. Em 1973, o movimento peronista elegeu Hector Cámpora presidente e Solano Lima vice. Eleitos, renunciaram e convocaram novas eleições com Perón podendo concorrer. Formou-se a chapa Perón e sua nova mulher, Izabelita.

       Ela era uma dançarina que ele conhecera no Panamá, apresentando-se num cabaré.  Perón foi eleito, assumiu em setembro de 1973 e morreu aos 78 anos em julho de 1974. Izabelita assumiu, foi deposta menos de dois anos depois.

        Começou mais uma ditadura, dessa vez furiosa, que exterminou dezenas de milhares de argentinos e chegou ao fim quase dez anos depois, desmoralizada com o fracasso da tresloucada invasão das ilhas Falkland, que os argentinos chamam Malvinas, e a humilhante derrota imposta pela Inglaterra. Quase 80 anos transcorridos desde que Perón entrou em cena, o peronismo, assumindo diversas formas, ainda dá as cartas na política argentina.

       Aqui no Brasil temos Lula, há cinco meses numa cela em Curitiba, liderando todas as pesquisas na disputa pela Presidência da República. Quase não se comunica com o mundo exterior, a grande mídia o massacra, mas revelam todas as pesquisas que ele venceria a eleição no primeiro turno.

      Essa simples constatação demonstra que ao povo não interessa saber se Lula roubou, ou se permitiu que tanto roubassem, mas lembram que, na época dele, houve emprego, houve crescimento econômico, houve melhores oportunidades para o povo.

        E perguntam também por que Michel Temer está solto?

        O fracasso do Estado brasileiro, o fracasso da política, tal e qual a praticam, é tão grande, que o discurso moralista nessas circunstâncias perdeu o sentido.

       Perón, um oficial de infantaria, filho de pai apenas remediado, deixou o governo dono de uma portentosa fortuna, de longe, no exílio, derrotou os generais que o depuseram, porque abandonaram o povo e foram cuidar dos interesses dos plutocratas, locais e estrangeiros, talvez até bem piores do que os nossos, brasileiros.

PERÓN E LULA, OS PREFERIDOS DO POVO POR TUDO E  APESAR DE TUDO

 

A FAFEN NÃO SERÁ MAIS “HIBERNADA”

       O ex-governador Albano Franco, que integrou o grupo de trabalho criado pelo governador Belivaldo para evitar o fim da FAFEN, esteve nessa quinta-feira no Palácio do Planalto. Cidadão prestigiado e que se mantem fora das discordâncias da política, mas se alinha sempre com os interesses de Sergipe, Albano foi, exatamente por isso, escolhido para entregar o documento a Michel Temer, de quem aliás, é amigo.

       Em fim de mandato, desmoralizado e tratando de salvar a própria pele quando deixar a presidência, Michel Temer certamente não quer ampliar a carga de acusações que contra ele pesa e, diante da forte reação de Sergipe, e Bahia, desistiu de completar a obra nefasta do seu escolhido para dirigir a Petrobrás, o “grande gestor” Pedro Parente.

      Ele fez a gasolina e o diesel subirem quase todo dia e baixarem em uns poucos, começou a “torrar” os ativos da empresa, entre eles as duas fábricas de fertilizantes em Sergipe e Bahia. Seu objetivo era inflar artificialmente os lucros da Petrobrás e enriquecer mais a sua família, que administra diversos fundos detentores de ações da petroleira. Por aí passa o nível de respeito ao interesse público desse tipo de gente, que, apesar de tudo, faz grande sucesso nos meios financeiros.

        A “hibernação” das FAFENs se transformaria em mais um escândalo de grandes proporções e a Organização Criminosa instalada no Planalto entendeu que seria muito barulho para improváveis resultados. A “hibernação” foi riscada da agenda. Esse eufemismo que encontraram para disfarçar o sucateamento e depois a venda a preço aviltado, seria o maior crime, entre tantos que Michel Temer tem cometido contra Sergipe e o nordeste.

       Sustar a “hibernação” foi um primeiro passo. Com o grupo CELSE, a térmica que se instala na Barra dos Coqueiros, já estão sendo mantidos entendimentos pelo governo do estado, para que se consiga um compromisso de fornecimento de gás, antes mesmo que a usina entre em operação. Para que o gás esteja disponível, é preciso que chegue ao litoral sergipano o navio de regaseificação, que ficará ancorado a umas duas milhas do local da usina. Esse navio receberá o gás liquefeito vindo do Qatar. O navio aqui ancorado fará a regaseificação e o gás ficaria, então, disponível para a FAFEN, desde que construído um gasoduto com uns 30 quilômetros de extensão.

       Isso asseguraria à fábrica um insumo básico a preço mais reduzido e viabilizaria a empresa, tornando-a atrativa para investidores privados. O governo está ainda agindo no sentido de atrair investidores. Nesse sentido o secretário do desenvolvimento, José Augusto Pereira, vem mantendo contatos, com algumas sinalizações positivas.

       A manutenção da FAFEN em funcionamento é uma segurança para todo o parque industrial montado em torno dos fertilizantes básicos produzidos pela empresa: a amônia e a ureia.

VALEU A LUTA! A FAFEN NÃO VAI VIRAR FERRO VELHO

 

BOA NOTÍCIA: OS PRECATÓRIOS EM SETEMBRO

O PRESIDENTE DO TJ, DESEMBARGADOR CEZÁRIO SIQUEIRA

        Precatório é quase um sinônimo de crédito podre. Há quem espere para receber créditos que tem com o Estado brasileiro até vinte anos e muitos morrem sem um tostão do que lhe é devido.

       O estado brasileiro caracteriza-se pela avidez no cobrar, sempre arrimado na poderosa estrutura da Fazenda e da Procuradoria, acuando  pesadamente o infeliz devedor, tornando-o inabilitado para receber créditos que possua com a União, estados e municípios e sujando seu nome nas organizações que cuidam de punir o cidadão e de isentar o Estado.

         No Brasil montou-se uma estrutura estatal para agir contra o empresário, o trabalhador, tratados como se fossem adversários, ou inimigos.

         Além da estrutura adversa, existe a burocracia intransponível.

        O Estado brasileiro foi montado para dar assistência solícita ao sistema financeiro, enquanto sufoca a economia produtiva. Ser rentista é a melhor coisa que pode fazer quem tiver dinheiro para viver indolentemente à custa dele. Por isso não crescemos. Aqui, uma empresa já paga imposto desde quando se instala, nos Estados Unidos a partir do lucro que obtiver.

       Mas, voltando aos precatórios, aqui em Sergipe, como no resto do país, a Justiça sempre andou lentamente, devagar, quase parando. Em alguns casos porque os entes estatais não depositam os valores para formação do Fundo, em outros, pelas complicações burocráticas. Aqui, os precatórios, em comparação com outros estados, até têm andado. Na administração do desembargador Luiz Mendonça, acelerou-se o sistema.

      Agora, o presidente do Judiciário, desembargador Cezário Siqueira, criou uma estrutura com respaldo técnico, com sofisticada informatização, e já tem pronta a lista dos que deverão receber os benefícios. Há recursos suficientes depositados pelos sucessivos governantes e a boa notícia é que os pagamentos começam a ser feitos em setembro. O credor deve habilitar-se e a quantia será depositada em sua conta bancária. Existe um critério de prioridades: primeiro os mais antigos inscritos, os mais idosos e também os portadores de necessidades especiais ou pacientes graves.

     O desembargador Cezário Siqueira e o prefeito Edvaldo Nogueira assinaram convênio para que, dentro de um prazo de 12 meses, sejam pagos os precatórios do município de Aracaju. São 42 milhões referentes aos anos de 2017 e 2016.

    Uma outra decisão vai aliviar o trabalho da Justiça e favorecer os pequenos devedores. Dívidas inferiores a três mil reais não serão mais judicializadas pelo município.

       Precatório pago é injeção direta de dinheiro na economia e isso, nessa crise alongada que vivemos e diante da nossa pobreza, representa algum adjutório.

 

A MAÇONARIA, A CULTURA, O ANTÍDOTO CONTRA AS DROGAS

         Um evento de natureza cultural reunindo mais de seiscentas pessoas, ainda mais sendo noventa por cento deles adolescentes, é coisa raríssima em nossos dias, onde a péssima música e a criminalidade dos bailes funks vão ocupando todos os espaços.

        No amplo auditório da UNIT no campus 1, era feito o lançamento da quarta Antologia Literária da Loja Maçônica Cotinguiba. Dela participaram 363 alunos das escolas públicas (a grande maioria) e particulares de Sergipe. Entre esses participantes, vinte são da cidade de Groairas, CE; quatro de Santana do Ipanema, AL; quatro de Pão de Açúcar, AL; três de Igreja Nova, AL; dois de Maceió; um de Salvador, um de Paulo Afonso, BA; um de Água Branca, AL; e um de Chapadão do Sul, MT. Isso mostra a abrangência do livro, a importância da iniciativa, cujo objetivo é despertar o interesse dos alunos para a literatura e, em consequência, aproximá-los cada vez mais do livro, enfim, um trajeto estimulado pelo universo da cultura, roteiro melhor para distanciá-los das drogas.

         A festa de lançamento do livro e premiação dos escritores, escolas e professores assinalou a conclusão de um trabalho, feito com dedicação e amor, pelo escritor Domingos Pascoal, com a participação mais intensa de um outro intelectual e médico, Jilvan Pinto Monteiro. O livro é, enfim, um trabalho de todos os integrantes da Loja Cotinguiba, passando pela gestão de três veneráveis: Jilvan Pinto Monteiro, Ibrahim Salim e Carlos Bitencourt.

       O momento mais emocionante foi a chegada ao auditório de Carlos Teles Satler. Ele tem 97 anos, 66 de maçonaria, e veio acompanhado do amigo Telmo Tojal, para a homenagem que a Loja Cotinguiba lhe fazia.

      Para a impressão do livro, houve a colaboração da Infographics, do Grande Oriente de Sergipe, da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe, da Liga Sergipense Contra o Analfabetismo, do professor Jouberto Uchoa, através da UNIT, e do Hospital Primavera. Além da participação decisiva dos vinte professores, intelectuais, escritores que fizeram a seleção e julgamento dos trabalhos.

CARLOS SATLER, 97 ANOS, LADEADO POR HIBRAIN SALIN E TELMO TOJAL, NA FESTA LITERÁRIA QUE REUNIU MAIS DE 600 JOVENS

 

O LEGADO DE TEMER E O SEU APOIO A CANDIDATOS

        Além do desemprego, que chega aos quatorze por cento, a era Temer legou ao Brasil o botijão de gás a oitenta reais, a gasolina e o dólar aproximando-se dos cinco. Tem muito mais ainda: o abandono do sistema de saúde, que resulta na volta de todas as doenças que já se imaginavam extintas, como a pólio, o sarampo, a intensificação da sífilis e da tuberculose. Mais ainda: a extinção de vários programas científicos, a interrupção de pesquisas. O desastre vai mais longe, com o PIB que Meireles prometeu passar dos três por cento este ano, podendo não alcançar, nem mesmo, um digito.

         A pobreza ampliou-se exponencialmente, são mais de trinta milhões de brasileiros subempregados, vivendo de bicos, viraram biscateiros; não contando os jovens que, sem emprego, foram juntar-se aos bandos de traficantes. Há ainda os desenganados, aqueles cansados de procurar emprego, que desistiram, mergulharam na indolência doentia, no álcool, na droga ou conseguiram uma arma e foram assaltar nas ruas.

       No Rio de Janeiro fracassa redondamente a intervenção militar que Temer fez, buscando ganhar pontos de aprovação, quando se tornava o mais impopular dos presidentes. Só este ano, já são quase doze mil tiroteios na cidade, entregue à sanha das facções do tráfico e milícias que controlam os morros.

        O crime estendeu-se mais fortemente por todo o país e Temer, desmoralizado, cuida de salvar a própria pele, com medo de ser preso depois de descer a rampa.

       Agora ele resolveu tornar-se cabo eleitoral ao contrário, o que tira votos. Afirmou publicamente que seu candidato é Geraldo Alckmin, isso, depois de ter lançado com pompa e circunstância a candidatura à presidência do seu ex-Ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

        Alckmin, que já anda ruim das pernas, deve ter ficado furioso com o golpe traiçoeiro. Temer lhe enfiou um punhal pelas costas.

  

TEMER, O APOIO QUE NINGUÉM QUER

 

O CANAL FEITO DE CUSPE?

         Uma semana depois que Michel Temer inaugurou em Pernambuco mais um trecho da obra de transposição do São Francisco, uma parte do canal dissolveu-se. A água jorrou, formando uma onda que percorreu as terras áridas. Agora surge uma nova ameaça de rompimento, também no trecho pernambucano próximo a Salgueiro.

          E esse pedaço, assim tão carente de cimento e com muita areia, teria sido construído nos mandatos de Lula, Dilma ou nesse período de Temer?

DESTROÇOS DA PAREDE QUE CEDEU NAS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO EM CABROBÓ/PE

 

O AMERICANO NOS DIZ O QUE FAZER

      O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, poderoso controlador do maior complexo militar-industrial do planeta, rodeado de autoridades militares brasileiras, deitou falação para nos dizer que não fizéssemos negócios com a China em áreas consideradas estratégicas. Ou seja, ele quer que nos limitemos a comprar material bélico apenas nos Estados Unidos, aquele refugo que reservam para os países não absolutamente confiáveis. Os de ultima geração eles só vendem para Israel e, em alguns casos, para a Arábia Saudita.

        O americano deixou clara, também, a sua intenção de controlar a base de lançamento de foguetes em Alcântara, Maranhão, já prometida por Temer.

        Por aqui tem gente que sonha em ver o Brasil figurando como a quinquagésima primeira estrela na bandeira dos Estados Unidos. Seríamos um estado associado, igualzinho a Porto Rico.

 


Voltar