Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor e membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências.
Além desse blog, escreve duas páginas dominicais no Jornal do Dia.
ANTES DO CRIME, O REGABOFE
21/04/2018
ANTES DO CRIME, O REGABOFE

ANTES DO CRIME, O REGABOFE

          Nos palácios do Jaburu ou Alvorada, sempre acontecem grandes regabofes. São jantares, almoços, por vezes um café da manhã, reunindo a elite do poder, que gravita em torno do que o Ministério Público Federal, por duas vezes seguidas, já identificou como Organização Criminosa, cujo chefe não é nominado, por estar cercado das prerrogativas do cargo. Mas uma terceira denúncia, saída da Procuradoria Geral da República para aterrissar sobre a mesa de Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, já está sendo considerada uma possibilidade, em vias de transformar-se em fato real.

          As comilanças, dessas convencionais onde há pratos, alimentos, talheres, servem para testar a capacidade de articulação do governo e facilitam os acertos para que se concretizem outras comilanças, estas sim, fundamentais para que o governo construa a blindagem na Câmara contra uma terceira denúncia e que seja evitado o processo de impeachment.

          É coisa incomum, absolutamente inusitada, jamais ocorrida em qualquer país civilizado, um presidente ser alvo de duas denúncias formais, elaboradas pela Procuradoria Geral da República, aceitas pelo Supremo Tribunal e, mais ainda, ter todos os seus amigos mais próximos, que foram ministros ou permanecem ocupando cargos, sendo investigados ou preventivamente presos.

          A outra coisa, essa mais espantosa, é a recusa da Câmara em permitir que o presidente seja investigado pelo Supremo Tribunal. Mas a explicação de tudo isso passa exatamente pelas comilanças. No cardápio, acrescenta-se agora ao item “salvamento da Organização Criminosa”, mais outro, fundamental para abastecer apartamentos, como aquele de Geddel Vieira Lima, onde estavam armazenados 51 milhões de reais.

DINHEIRO ENCONTRADO PELA POLÍCIA FEDERAL NO APARTAMENTO USADO PELO EX-MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA.

          O item em destaque será, exatamente, a privatização do sistema Eletrobrás. Se for consumada a venda das usinas, entre elas o complexo da CHESF, o apartamento de Geddel seria pequeno para guardar tantas caixas preciosas. Seria, por assim dizer, o último grande ato da comilança geral, cujo indigitado chefe, todavia, em janeiro, não terá mais o foro privilegiado.

          Poderá então o Brasil exibir ao mundo um outro fato incomum, que seria ter dois ex-presidentes na cadeia.

 

A RENDOSA INDÚSTRIA DA  CURA DO  CÂNCER

          Assim como o combate as drogas tornou-se, em grande parte, um negócio quase tão rendoso quanto o próprio tráfico, o aparato utilizado para o tratamento de doenças, como o câncer, por exemplo, tornou-se tão lucrativo para um largo conjunto, no qual se incluem a indústria farmacêutica, os hospitais, as equipes técnicas. Assim, o surgimento de um medicamento eficaz e barato ou uma espécie de vacina preventiva contra a doença, essa notícia fantástica para a humanidade, seria desanimadora para os que estão inclusos no portentoso negócio, que se formou a partir da expansão da avassaladora doença.

          Esses preços estratosféricos de alguns medicamentos fazem fortalecer a grave suspeita de que algo de podre está contaminando o que deveria ser uma área virtuosa da atividade verdadeiramente voltada para a cura.

          Há uma penumbra extensa sobre amplos setores da oncologia, não propriamente a ciência em si, mas os aparatos, nada exemplares, que se deixam contaminar pela ânsia do lucro fácil, mesmo que auferido de forma desumana.

          Há um vasto campo de investigações, às quais se poderia dedicar a eficaz inteligência da Polícia Federal.

 

O BICHEIRO E O SEU SENADOR

          O senador goiano Demóstenes Torres era uma das principais vozes da oposição ao governo petista. Bom orador, experimentado na tribuna, ele é também Procurador de Justiça. O político goiano despontava no cenário nacional, como uma voz coerente e firme a criticar os deslizes éticos, que não eram poucos, da companheirada e dos seus sócios no poder.

          Demóstentes aparentava ser um político incorruptível e foi uma surpresa enorme quando acabou sendo denunciado por associação à quadrilha do bicheiro Carlos Cachoeira. Num episódio raríssimo em que o Senado se automutilou atingindo um dos seus integrantes, Demóstenes deixou humilhado o Parlamento, onde alcançara brilho e fama, pelo seu discurso moralista, sua indignação, sempre manifestada contra os que devastavam os cofres públicos e prostituiam mandatos.

SENADOR DEMÓSTENES TORRES, A MÁSCARA CAIU

          Quanto cinismo! Ele próprio era uma daquelas “devassas prostitutas”, fazendo vida na cena política.

          Pois agora Demóstenes, o moralisteiro decaído, poderá retornar à vida pública, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal, que invade prerrogativas do Senado que cassou Demóstenes e o fez inelegível. Poderá ser eleito outra vez para o Senado.


O EMPRESÁRIO E BICHEIRO CARLOS AUGUSTO RAMOS, O CARLINHOS CACHOEIRA.

          O seu chefe, o contraventor Carlinhos Cachoeira, não vai poupar recursos para voltar a ter o seu representante no Senado da República.


 

LEMBRANDO  DE SILVA LIMA E DO PEDIDO DE CLEMÊNCIA

          Essa tentativa de ocupação das instalações da TV Sergipe, uma forma de protesto contra a prisão de Lula, parece, e é, um desatino. Igualzinho aqueles praticados por grupos de idêntica coloração partidária ou ideológica, que interrompem estradas, ruas, avenidas, incendiando pneus.

          Sempre umas poucas dezenas de manifestantes, ou nem isso, prejudicando a vida de dezenas de milhares. Qualquer ato público será legítimo, por mais absurdo, até, que possa parecer, desde, porém, que não cause prejuízos, não tumultue a vida das pessoas.

          Em qualquer ponto do mundo onde exista democracia, fechar estradas ou ruas como forma de protesto é ato logo seguido da ação policial, para, com diálogo, restabelecer a livre passagem, ou pela força, se houver desobediência à ordem de desocupação. No Brasil, onde ainda não definimos com nitidez o que é liberdade democrática e o que, simplesmente, é pura baderna, ficam milhares, ou milhões até, prejudicados por um punhado de gente que se considera portadora de direitos, como se os deles, sozinhos, fossem superiores aos que a coletividade inteira deveria tê-los, rigorosamente assegurados.

          No caso da TV Sergipe, não era uma emissora que estava sendo alvo de algo amedrontador, o próprio conceito de liberdade de expressão estava sendo pisoteado.

          Episódio assemelhado e até então único, todavia com gravíssimas consequências, aconteceu em Aracaju no dia 24 de agosto de 1954. Quando as emissoras de rádio do sul do país noticiaram o suicídio do presidente Getúlio Vargas, grupos de manifestantes percorreram, ameaçadoramente, as ruas da cidade.  Armados com paus e pedras, literalmente caçavam os “inimigos de Getúlio”. A Rádio Liberdade foi cercada por um grupo numeroso, umas 300 pessoas. As portas foram baixadas, eram daquelas de metal que enrolam quando sobem e desenrolam quando baixam. A multidão começou a forçá-las. O dono da emissora era o deputado estadual e empresário Albino Silva, integrante da UDN, partido de oposição ao governo de Getúlio. Enquanto as portas resistiam, o locutor Silva Lima, desesperado, transmitia os seus apelos dirigidos ao governador Arnaldo Garcez, implorando que ele deslocasse a polícia para proteger a emissora.

          “Clemência senhor governador, clemência! Socorro pelo amor de Deus! Aqui vão matar inocentes. Governador Arnaldo Garcez, clemência, clemência!”.

          E nada de chegar polícia.

RADIALISTA SILVA LIMA

          Como o socorro não chegava mesmo e a turba estava quase pondo abaixo as portas, então, de dentro dispararam uma rajada de metralhadora. As balas perfuraram a porta e atingiram algumas pessoas. Os feridos ficaram pelo chão e os invasores trataram de correr, quando chegaram dois caminhões do 28º BC. O oficial que comandava o efetivo foi sensato. Avaliou a situação, sentiu que poderia haver um choque desnecessário e com perda de vidas. Tomou um megafone e apelou ao povo que retornasse às suas casas para chorar pela morte do presidente. E completou o apelo: “Vocês estão chorando e nós soldados também”.

          Recebeu vivas e a confusão acabou, mas, enquanto isso, outros grupos de manifestantes percorriam as ruas da cidade. Quase agrediram o deputado federal Seixas Dória e, na Praça Fausto Cardoso, trucidaram o vereador Lídio Paixão. Por pouco, não invadiram o sítio do líder da UDN, deputado federal Leandro Maciel, em frente ao Hospital de Cirurgia.

EX GOVERNADORES SEIXAS DÓRIA E LEANDRO MACIEL

Quando ocorrem conflitos resultantes do ódio que extravasa, todos saem derrotados, mesmo os vencedores, tendo na boca o ilusório gosto de vitória misturado com sangue.

A VELHA RODOVIÁRIA, UM HOTEL, O ANDAR DO TEMPO

          Manda o Juiz Marcos de Oliveira Pinto que o governo de Sergipe cuide de elaborar um projeto para a reforma da Rodoviária Velha e que, em 60 dias, elabore um plano de prevenção e combate a incêndio para aquele prédio no centro da cidade.

          A rodoviária que leva o nome do governador que a construiu, Luiz Garcia, foi inaugurada em 1962. Ergueu-se sobre a extensa esplanada resultante da demolição do Morro do Bomfim, no governo anterior de Leandro Maciel. Pelas suas linhas aproximava-se das criações futuristas de Oscar Niemayer, que encantavam o mundo, após a recente instalação da nova capital, Brasília. Com pouco tempo de diferença, fora inaugurado o Hotel Palace de Aracaju, o único de primeira linha na madorrenta capital, também um projeto levado a efeito pelo governador Luiz Garcia.


TERMINAL RODOVIÁRIO GOVERNADOR LUIZ GARCIA

          Naquela época, os dois empreendimentos representavam um grande avanço para a cidade, que começava a sentir os efeitos da “era sergipana do petróleo”. Já eram numerosas as atividades de prospecção realizadas pela PETROBRAS e diversas empresas estrangeiras contratadas.

          O Hotel Palace chegava na hora certa. Um grupo hoteleiro cearense ganhou a concessão e para aqui veio o jovem Lazar, filho do fundador da empresa.  Era um excelente relações públicas e um chef que privilegiava os clientes habituais do hotel, com especialidades árabes servidas no restaurante ou no concorrido bar, estilo pub.

          Para a rodoviária convergiram os coletivos intermunicipais que faziam ponto ao desabrigo, na Avenida Rio Branco, a Rua da Frente, margeando o Sergipe.

          Os coletivos, as “marinetes”, começavam a ser chamados de ônibus.  Na rodoviária recém-inaugurada, os espaços eram até largos demais para tão poucos usuários.

          Com a inauguração, em 1977, no governo José Rolemberg Leite, de uma rodoviária ampla e fora do centro urbano, na “Velha” ficaram apenas algumas linhas intermunicipais, mas o adensado tráfego dificulta as operações.

          Já o Palace entrou em decadência com o surgimento de uma rede de hotéis ao longo da orla da Atalaia. O contrato de comodato foi encerrado e o prédio é hoje uma problemática, quase ruína. A execução da obra diretamente pelo governo teve uma característica que se aproximaria hoje das PPPs, Parcerias Público Privadas. O prédio tem uma base ampla de três andares e uma torre de dez. O governo reservou o térreo e os dois primeiros andares para vendê-los e surgiram, no térreo, lojas, bares, restaurantes, e escritórios nos superiores. Com o abandono do prédio, as consequências recaem sobre os negócios particulares ali instalados.


HOTEL PALACE

          Na rodoviária “Velha” há, igualmente, áreas ocupadas pela iniciativa privada. E a situação geral é preocupante.

          A cidade cresceu, avançou cercando a Rodoviária, que permanece, enquanto do Hotel Palace só restam lembranças. No féerico terceiro andar, onde se realizavam bailes e eventos à beira da piscina, pouco restou; inclusive obras de arte, painéis, murais, colunas em bronze trabalhado, quase tudo se perdeu.

          É preciso readequar a Rodoviária e pensar no que deverá ser feito com os restos do hotel. Mas, tudo isso teria de ser incluso num projeto mais abrangente de revitalização do centro da cidade. E isso já é outra história.

 

A DECADÊNCIA GERAL DO CENTRO DA CIDADE

          Aracaju, como a maioria das nossas cidades grandes ou de porte médio, atravessa um período de desmonte da sua área central, aquela onde antes se concentravam as atividades comerciais. O centro entrou em decadência, e dele foram saindo para os shoppings as lojas, enquanto escritórios, consultórios, eram transferidos para bairros elegantes. O centro definhou, mas vai sobrevivendo com um comércio popular, onde agora chegam em quantidade os contraventores coreanos e chineses. A proximidade do Mercado Central ajuda, porque ali permanece a fidelidade de grande parte da população às compras na feira livre.


CENTRO DA CIDADE E MERCADOS

          Para fazer ressuscitar o centro, precisamos imitar o que outras cidades fizeram, a exemplo do modelo bem sucedido do Recife, mais recentemente o Rio de Janeiro e, também, Maceió, com a revitalização do Trapiche. Claro, a revitalização, readequação, modernização ou outro nome qualquer que se queira dar, terá de incluir um conjunto inteligente de ações, nas quais, certamente, terá de surgir um modelo acoplado a negócios e lazer, alguma coisa sustentável. No Recife Velho, aproveitaram o casario antigo, a paisagem, a proximidade do rio e do mar e se montou o cenário perfeito para a movimentação, tanto diurna como, principalmente, à noite. O local tornou-se ponto turístico. Mas instalou-se também um Polo Digital, uma incubadora de startups. Isso em sobradões antigos, que estavam transformados em “casas de saliência”, como diria o nosso escriba nacional mór, Ancelmo Góis.


RECIFE ANTIGO

          A transformação do Centro de Aracaju é coisa a ser pensada, que exige muita criatividade, busca de parcerias, prospecção de fontes, onde possam ser captados recursos. O que não se pode é contemplar passivamente o tempo a corroer edificações, paisagens, e a gerar passividade ou desânimo nas pessoas.

          O centro de Aracaju ainda tem o velho casario restante, tem visão para o rio e outras referências. Um projeto de revitalização foi iniciado quando João Augusto Gama era prefeito. Fez boa e indispensável parceria com Albano, que era governador, e surgiu o Mercado renovado, surgiram ruas centrais com calçadões alargados e arborizados e readequada a orla do rio Sergipe.


PRAÇA FAUSTO CARDOSO - CENTRO HISTÓRICO DE ARACAJU

          Faz pouco tempo, o empresário e deputado federal Laércio Oliveira, agora presidente da Fecomércio, manifestou interesse em cuidar da recuperação do prédio do Hotel Pálace. Surgiram dificuldades que podem ser superadas. Além do mais, Laércio poderá ser, a partir de setembro, o novo presidente da poderosa Confederação Nacional do Comércio, e isso facilitaria projetos do tipo desse, que aqui tratamos. Torçamos pois,  para que Sergipe volte a ter um representante numa entidade nacional, como aconteceu nos bons tempos em que Albano Franco era presidente da CNI. Se poderia pensar numa espécie de Grupo Executivo, juntando Governo do Estado, Prefeitura de Aracaju, a Fecomércio, empresários em geral, e assim, ajudariam todos a fazer surgir o novo espaço dinâmico, no velho espaço esquecido, e em rápido processo de deterioração.

 

ANDRÉ MOURA NOVO ALVO DOS DISPAROS DO SENADOR

          Voltando plenamente às suas atividades parlamentares, o senador Valadares retomou, também, sua habitual convivência com a “guerrilha” diária nas redes sociais. Agora, na oposição à própria oposição, desgarrado dos dois grupos dos quais antes fez parte, o senador Valadares traça caminhos próprios para viabilizar a sua reeleição, se possível com o deputado Valadares Filho, como candidato ao governo. Para isso, tem sido forçado pelas circunstâncias a disparar em duas direções. Tal e qual como no antigo esporte do “tiro ao pombo”, coisa politicamente incorreta e hoje substituída por duas máquinas que lançam pratos em posições opostas, isso numa das modalidades daquele esporte.

          O atirador fica no meio, entre os dois pontos de lançamento, munido de uma espingarda calibre 12 de repetição, e atirando em direções contrárias, tentando atingir os pratos lançados ao ar. É esporte que requer uma excepcional destreza. Destreza que inclui cuidados especiais, como, por exemplo, apoiar bem a arma ao ombro, sem deixar folga, apesar da rapidez exigida para a manobra. Se não houver a boa fixação, o coice da arma, mesmo tendo a coronha emborrachada, magoará muito o ombro e até poderá causar fratura da clavícula. E numa competição o atirador terá de disparar em alguns casos, mais de cem vezes, sucessivamente.

TRAPSHOOTING OU TIRO AO PRATO

          Na cena política, Valadares faz agora o papel desse atirador, apontando, quase simultaneamente, para duas direções, onde estão seus concorrentes. Se encontrar uma metáfora entre os riscos que corre o atirador e sua posição atual, ele redobrará suas cautelas ou ajustará melhor sua estratégia às circunstâncias.

          Na sua alça de mira, está agora, o deputado federal André Moura, aliás, um político que é alvo diário, tanto de bajulações e elogios, como, na mesma intensidade, de críticas e objeções.

          André, segundo Valadares, faz parte de um projeto elaborado pelo presidente Temer. Preocupado com o futuro, quando, a partir de janeiro, cairão sobre ele todas as investigações que o MPF pediu e o STF autorizou, perdendo o foro privilegiado que agora o protege, Temer precisará ter uma base de apoio político que lhe dê amparo. Assim, quer ter deputados federais que lhe sejam fieis e senadores igualmente leais. Então, escolheu estados onde a eleição se torna mais barata pelo número menor de eleitores, e, neles, tendo o lucro do custo benefício, como a eleição de André Moura ao Senado, que exigiria menos emprego de recursos federais, do que no caso de estados maiores, Bahia, Ceará ou Pernambuco, para não falar em São Paulo.

O PRESIDENTE MICHEL TEMER E O DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ MOURA

          Assim, segundo o senador Valadares, André Moura faz parte do projeto político de Temer e, se eleito, será, no Senado, o senador de Temer.

          Tal como em Goiás o ex-senador Demóstenes Torres, que poderá voltar ao Senado, sendo o senador de Carlinhos Cachoeira, se conseguir ganhar a eleição com o dinheiro do contraventor.


UMA EXCELENTE NOTÍCIA DE 200 MILHÕES DE DOLARES

          A notícia chegou, inicialmente em curta manchete, divulgada pelo canal de TV Bloomberg, especializado em economia: “IFC libera financiamento de  200 milhões de dólares para a Porto Sergipe”.

          A Porto Sergipe é a primeira usina termoelétrica a gás, da CELSE, Centrais Elétricas de Sergipe. Quinta-feira, dia 19, era aniversário do governador Belivaldo Chagas, 58 anos, e ele se disse tão presenteado pela notícia, como eram todos os sergipanos, diante da plena consolidação de um projeto, hoje, mola mestra da nossa estratégia de industrialização.

          O IFC, Internacional Finance Corporation, é um braço do Banco Mundial, para financiamentos a setores privados. O aporte é uma etapa do processo de financiamento, que inclui, ainda, um aporte de 288 milhões, a ser efetuado pelo Inter-American Development Bank. O restante, até totalizar o investimento de cinco bilhões de reais, exigido pelo empreendimento, virá através de debêntures, simples não conversíveis, emitidas pela própria CELSE, com a cobertura da agência Suíça de crédito às exportações, tendo como coordenador líder da emissão dos títulos, o banco Goldman Sachs, do Brasil.

CANTEIRO DE OBRA DA USINA TERMOELÉTRICA A GÁS PORTO SERGIPE, DA CELSE

          A termoelétrica na Barra dos Coqueiros, em cujo canteiro de obras trabalham agora cerca de duas mil pessoas, entrará em operação entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. É a primeira unidade de um complexo de geração energética de três grupos, formando o Complexo Energético Governador Marcelo Déda, uma homenagem que o grupo investidor decidiu fazer ao nosso sempre lembrado homem público.

 

BURUNDANGA PERCUSSIVO GANHA SÊLO SOCIAL DA ONU

          O Burundanga, todos sabem em Aracaju, é um bloco de percussão criado e comandado pelo músico/maestro Pedrinho Mendonça. É coisa popular, com raízes fincadas na cultura da gente brasileira. Vai do Maracatú ao Samba de Roda. Além dos tambores, agogôs, tamborins, vez por outra, o bloco convida músicos de instrumentos diversos, para apresentações especiais, da mesma forma, já foi o Burundanga convidado tantas vezes, a fazer espetáculos junto a orquestras, músicos e cantores famosos.

BURUNDANGA PERCUSSIVO

          Pois o Burundanga aracajuano e popular, agora, acaba de ser agraciado com uma relevante condecoração da ONU, o Sêlo Social do Programa de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS. Ou seja, o Burundanga, criação do povo, é reconhecidamente um instrumento válido e primoroso de mudança social e com ação repercutindo nas áreas atualíssimas e sensíveis da promoção da igualdade de gênero, da redução das desigualdades e do desenvolvimento sustentável.

Palmas para o BURUNDANGA!!!

Veja abaixo um pouco do BURUNDANGA PERCUSSIVO:

 

Voltar