Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor e membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências.
Além desse blog, escreve duas páginas dominicais no Jornal do Dia.
AGORA A NAÇÃO ESTÁ GRITANDO: FORA TEMER
26/05/2018
AGORA A NAÇÃO ESTÁ GRITANDO: FORA TEMER


AGORA A NAÇÃO ESTÁ GRITANDO: FORA TEMER

          Temer não tem mais condições para governar o país. Noventa por cento dos brasileiros o rejeitam. Seu governo acumula equívocos, omissões e escândalos. Nunca a imagem da Presidência da República foi tão degradada.

          Nesses dias de agonias e incertezas, os brasileiros vivem o drama de um país sem rumo e de um governo sem credibilidade.

          Houvesse, no Planalto, um presidente que merecesse um mínimo de confiança, ele ocuparia as redes de rádio e televisão para falar à Nação. Mostraria, sem disfarces, a gravidade do momento, analisaria os interesses em jogo e tornaria claro que não haveria possibilidade de uma solução a curto e, nem mesmo, a médio prazo. Abriria imediatamente o diálogo com os caminhoneiros, exigiria o imediato desbloqueio das rodovias e anunciaria um prazo exequível de tempo para estudar o problema.

          Mas Temer é inepto, incapaz e desacreditado, da mesma forma a sua equipe de rapaces boçais. Rapaces mesmo, não rapazes boçais.

          Onde estaria o sistema de inteligência da presidência da República? Onde estaria a ABIN, comandada pelo general Etchegoyen, que nem sequer vislumbrou a imensa insatisfação causada pelo aumento quase diário dos combustíveis?  Não é possível que um movimento de tal envergadura, tenha sido deflagrado de um dia para a noite, tomando de surpresa o governo, que ficou atônito e batendo cabeças. O tal presidencialismo de coalizão, um eufemismo para a partilha do governo com partidos doidos por dinheiro, transformou-se numa farra despudorada, que acabou qualquer esperança de efetiva governabilidade.

          Sem imagem que inspire confiança, sem dinheiro para investir, sem articulação política, sem rumo, o naufrágio do governo completa-se, agora, com a gigantesca chantagem dos caminhoneiros, que demoliram o que restava de estabilidade na ratoeira do Planalto. Venceram as empresas transportadoras, os caminhoneiros. Eles revelaram competência, organização e, também, pouco apreço à sociedade, que, apesar de tudo, mesmo profundamente afetada, manifestou simpatia ao movimento, porque, afinal, representava uma reação corajosa contra um governo que nos causa nojo.

          Agora, o “Fora Temer” não é só o grito revanchista de um partido alijado do poder, mas já se transforma no grito uníssono de toda uma nação sem esperança e enraivecida.

          E sem raiva, como civilizadamente tudo deve ser, só por adesão ao sentir coletivo, reforçamos o grito: Fora Temer.

PROTESTO DOS CAMINHONEIROS

 

O COVIL DO PLANALTO E UM LÍDER NO CONGRESSO

          Sob o buzinaço dos caminhoneiros, chega ao fim a desastrosa aventura desse cambaleante governo de Michel Temer. No Planalto, estabeleceu-se o caos resultante da desmoralização, da inépcia de um grupo que chegou ao poder prometendo dar novos rumos ao Brasil.

          Pelo perfil do governo que Temer logo revelou ao tomar posse, só os crédulos, desinformados,   idiotas, ou coniventes, teriam se enganado, supondo que de um covil pudessem ser engendradas soluções republicanas.

          Formou-se o governo com Geddel Vieira Lima, na sala ao lado e passagem direta para o gabinete do amigo presidente. Na outra sala, outros amigos do peito, Rocha Loures e Yunes, dois tarefeiros; nos ministérios,   a fina flor da canalhice política, reincidentes malfeitores.

          Ao lado, na Câmara Federal, estabeleceu-se o poder paralelo do ousadíssimo Eduardo Cunha, que fez líder do governo um dos seus agentes, o deputado André Moura.

          Esse papel de líder, em um governo desmoralizado, a sociedade já enxerga como degradante. Assim, de um cárcere em Curitiba, Cunha manipula os cordéis da aviltada república.

          E está aí o resultado!

        Este, o governo Michel Temer. Este, o André Moura, líder no Congresso de um governo que a Procuradoria Geral da República classifica como Organização Criminosa.

          Está aí o caos que eles criaram, enquanto dedicavam-se, cada um deles, quase sem exceção, a encontrar o caminho mais fácil para o cofre.

 

NO CALOR DESSE  FORA TEMER, PENSAR NO BRASIL

           Quando se grita fora Temer, não se chegue, porém, a imaginar que, com a queda desse governicho, aliás rima com lixo, o Brasil começará, de repente, a sair da crise, a gerar emprego aos montes, a ter um óleo diesel bem barato. Nós teremos no mínimo dez anos pela frente até podermos dizer que o Brasil encontrou o seu rumo certo e definitivo, para se tornar uma das quatro maiores potências do mundo, sempre com um discurso de paz e a ser o interlocutor acreditado para dirimir conflitos pelo mundo afora. Mas para isso é preciso, também, que tenhamos esculpido o perfil de um país moderno, cuja primeira meta alcançada seria a eliminação das desigualdades sociais. Um país potencia, ainda que sem ambições imperialistas, não pode, na realidade mundial, deixar de ter forças armadas à altura da sua importância geopolítica.

          Nesse tempo que seguramente virá, e é preciso acreditar e operar para que ele se concretize, nenhum peculatário ousaria chegar ao poder e, o que é pior, pretender usar o Exército brasileiro, as forças armadas, para, indiretamente, lhe darem alguma credibilidade. Fazer caminhoneiro ligar e colocar em marcha seus caminhões, debaixo de armas é empreitada louca, desatinada, antipatriótica. É preciso desobstruir as estradas para que não haja desabastecimento, para que o colapso da economia não complete o desastre. Mas os caminhoneiros não criaram o problema, eles são vítimas, como toda a sociedade brasileira. Aviso transmitido ao governo não faltou, mas, de cima da sua arrogância mafiosa, Temer desdenhou de tudo e o pior agora acontece. No Brasil que imaginamos, e que virá, teremos grandes ferrovias, navegação de cabotagem, transporte fluvial, e o diesel, esse combustível desgraçadamente poluente, será uma triste lembrança do tempo em que livremente era permitido envenenar a atmosfera e agredir o planeta, nossa única casa.

          Nessa crise, teremos de ter olhos postos no futuro e, finalmente, pensar em como construí-lo. E nada se construirá se nos deixarmos contaminar por esse clima de demolição da política, o que é caminho certo para a ditadura. É preciso acreditar na política, valorizar a política, começando pelo voto. No momento, basta que decidamos analisar a ficha de cada candidato. Se tem deslize de natureza penal, evidentemente não merece o voto.

 

GENERAL LUNA E A ORDEM DE MICHEL

          O general Luna é o primeiro militar a ocupar o Ministério da Defesa. Quando o nomeou, o Michel desejava afagar os militares, com o receio de que a indignação nacional, chegando aos quartéis, contaminasse toda a tropa. Generais falam abertamente sobre a necessidade de higienizar o Palácio do Planalto. Agora, no auge desta crise agônica, a sombra tumular de um moribundo Chefe de Estado, títere dos presidiários ladrões Eduardo Cunha e Geddel, convocou o general Luna e, a ele, deu a tarefa de pôr em marcha a mobilização da Marinha, Exército e Aeronáutica para fazê-los apontar suas armas contra irmãos. Deveria o general, de imediato, ter advertido o ainda presidente, sobre o risco de jogar os fardados contra um setor da nossa organização social, que está, evidentemente, cometendo excessos, mas que resultam exatamente dos erros, da omissão e do descredito a que chegou um governo classificado como Organização Criminosa. Não há como, nessas circunstâncias, fazer a força substituir o diálogo.  Antes, de improviso e açodadamente, Temer jogou as forças armadas na fogueira caótica do Rio de Janeiro, para combater bandidos e traficantes. Alimentava a ilusória esperança de diminuir sua impopularidade e, até, de ser candidato à reeleição. Temos, envergonhando a República, a caricatura de um presidente que é a deformação do conceito que se faz de um Estadista.

          Um estadista pensaria no país, Temer pensa em si mesmo e agora agarra-se ao poder para livrar-se da cadeia, onde seria o segundo ex-presidente a ocupar uma cela. Varridas as esperanças da reeleição, ele usa e abusa do poder para financiar seus candidatos a senador, deputado, governador, e até presidente. Quer ter uma base de poder para sustentá-lo, quando, e se, concluir o mandato, dia primeiro de janeiro. Já se diz, até, que ele desejaria, se eleito um presidente amigo, Meireles, por exemplo, ser nomeado Embaixador no Líbano. Lá, tendo dupla nacionalidade líbano-brasileira, ele, mesmo sob um pedido de extradição, estaria protegido.

          São coisas assim, deprimentes, que fazem parte inseparável das conversas no círculo íntimo do trôpego Michel. Há revelações dos termos chulos que ele usa para definir a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e alguns Ministros do Supremo. Hoje, Temer reduz sua dimensão à insignificância de um meliante,  que tenta obstruir as ações da Justiça. A um náufrago moral, não resta autoridade para dar ordens de batalha, ainda mais contra o sentimento da Nação que ele atraiçoa.  

          O general Luna, na sua primeira entrevista, revelou-se um tanto belicoso, até assustou. Depois, numa segunda entrevista, junto ao general Etchegoyen, ao ministro Jungmann, e aos “faz tudo” Padilha e Marun, o tom foi aliviado.

          Circulam nas redes sociais manifestações de esposas de militares na ativa e de oficiais da reserva condenando qualquer recurso à força. Há também a informação de que os comandantes militares das 3 forças reuniram-se,  decidindo que os militares deverão limitar-se à tarefa de desobstruir rodovias, portos, aeroportos, locais estratégicos, mas usando o diálogo e construindo o entendimento.

 

A INSEGURANÇA ESTÁ NO PALÁCIO DO  PLANALTO, NÃO NAS ESTRADAS

          Preocupam-se os militares com a segurança nacional. Esta, aliás, é a sua destinação constitucional. A segurança nacional, em tempos idos, foi um conceito usado de forma abrangente e deturpada. Já foram enquadrados até poetas, escritores, artistas, jornalistas como incursos em crimes qualificados como atentatórios à segurança nacional. E foram parar na cadeia, ou até “suicidados”, como aconteceu com o jornalista Vladimir Herzog, sempre lembrada vítima de um tempo de intolerância e atentados à dignidade humana. Que frágil ideia de segurança nacional seria essa, assim, tão amofinada diante da arte, do pensamento?

          Os militares, hoje rigorosamente obedientes à Constituição, cometerão um grave erro, um ato que a História registrará de forma deprimente, se permitirem que a força que detêm, seja usada contra um alvo errado. O que está nas estradas, não é o risco à segurança nacional. Existem excessos, até pautas de exigências impossíveis saídas de alguns setores radicais que se infiltram no movimento legítimo e aproveitam para atiçar fogo no resto de gasolina que ainda existe. Tudo, porém, que está acontecendo nas estradas e gera incalculáveis prejuízos ao país é o resultado de um governo arrogante e desonesto, antiético e criminoso, isolado dos sentimentos da sociedade, responsável pela degeneração moral que se alastra e pela devastação da confiança que acirra o desastre econômico.

          O alvo principal, a causa determinante de todas as ameaças que pairam sobre a segurança nacional, chama-se Michel Miguel Elias Temer Lulia, o abantesma de um presidente que vaga a esmo pelo poder arruinado.


          Senhores comandantes militares, da Marinha, Exército e Aeronáutica é chegada a hora, não para golpes de estado, nem para entronização de salvadores da pátria, muito menos de uma ditadura, apenas para uma atitude um tanto fora do figurino, mas que os engrandeceriam como brasileiros preocupados com o Brasil. Dirijam-se ao Palácio do Planalto, ou ao Jaburú, sem aparatos, sem exibição de força, até envergando trajes civis. Conduzam apenas, com os senhores, a força moral que ainda têm e que rapidamente poderão perdê-la. Mostrem, ao senhor Michel Temer que o caminho único que lhe resta é a renúncia.

          Nem precisa alterar os ritos constitucionais. Assuma, quem a Constituição determinar que deve assumir, no caso, o presidente da Câmara. Divulguem, então, um sóbrio manifesto dirigido aos brasileiros e, especificamente, às nossas Instituições. Solicitem-lhes, em termos claros, todavia, incisivos, que usem das suas prerrogativas para aplicarem a Justiça, para fazerem a boa política, a administração correta do país e peçam entendiment, compreensão e patriotismo aos brasileiros. Isso para que curemos as feridas, juntemo-nos, acima de ideologias ou partidarismos, numa jornada de salvação nacional.

          Deixem, aos eleitores, a tarefa próxima de elegerem presidente, governadores, senadores, deputados, se possível, com a exclusão, pela Justiça, de todos aqueles que estiverem envolvidos em roubalheiras.

          Se isso não for feito, a insegurança persistirá, originando-se no Palácio do Planalto, e o país continuará vivendo dias de angústia, de tumulto e, logo, a anarquia se fará dominante, porque, neste governo, ninguém mais acredita.

 

UMA AFIRMAÇÃO SERGIPANA

           O governador Belivaldo reuniu seu staff de segurança e determinou providências para que o abastecimento de combustível às forças policiais, às ambulâncias, às viaturas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, da fiscalização fazendária, fosse assegurada. Os caminhões-tanque conduzindo o combustível deverão ter passagem livre pelas estradas e isso se fará com escolta policial e diálogo com os caminhoneiros, caso haja obstáculos. A Polícia Militar entrou em prontidão para assegurar a integridade de propriedades e impedir arruaças.

          Mas o governador Belivaldo deixou bem claro que a PM de Sergipe não será usada para agir contra caminhoneiros. Afirmou que esse problema existe porque foi criado pela inércia do presidente Temer e ele que resolva o problema que criou, até porque os recursos que dispõe são escassos e o presidente, cada vez mais, desatende a Sergipe. E fez a advertência: “Lá em Brasília brincam com fogo, quando dão as costas para os sentimentos populares, para o sacrifício dos empresários, para o desespero de tanta gente desempregada. A nossa economia está sendo devastada, o Brasil está quebrado e o presidente liberando recursos para que comprem votos”.

AMBULÂNCIAS COM GASOLINA ASSEGURADA

 

A GARANTIA DA LEI E DA ORDEM?

           O ainda presidente baixa um decreto de “garantia da lei e da ordem”. Não se sabe, exatamente, o que ele deseja, mas, nesses momentos desastrosos que o país atravessa, o presidente, culpado pelo caos, simula, procura vestir-se com uma autoridade que há muito tempo já perdeu. Ele, que se investe com o poder de requisitar bens particulares, poderia começar requisitando a fortuna encontrada no apartamento do seu ministro Geddel, na mala de Rocha Loures, nos apartamentos de laranjas, nas contas secretas, nas mesadas da Friboi, na sonegação da Rodrimar e aplicar esse dinheiro em equipamentos que a Polícia Federal necessita, para sofisticar mais ainda os seus instrumentos de combate ao crime, especialmente o peculato.

51 MILHÕES ENCONTRADOS NO APARTAMENTO DO GEDDEL

A SOLUÇÃO MEIA SOLA SÓ UMA ENGANAÇÃO

          Está na política de preços criada na PETROBRÁS pelo queridinho do mercado financeiro, Pedro Parente, a causa principal da insatisfação enorme dos brasileiros com os combustíveis atrelados às variações do dólar e subindo todo dia. Pedro Parente assumiu a presidência de uma petroleira devastada pela roubalheira e interferência dos governos Lula e Dilma, segurando artificialmente os preços dos combustíveis, o que gerou um enorme prejuízo. Houve, então, o desabar dos preços do petróleo, que todavia não reduziu os preços da gasolina e do diesel.  Mas houve avanços notáveis, principalmente na descoberta dos campos marítimos do pré-sal, alguns deles já em plena produção. Houve, no governo Dilma erros fatais e, também, uma conspiração contra a empresa, que causou a desvalorização vertiginosa das ações. Era o início do clima para o impeachment, tudo arquitetado pela outra quadrilha, que, finalmente, ficou sozinha no poder, nisso, facilitados pela obnubilada ex-presidente.

          Os combustíveis podem ser precificados em nossa moeda, que é o real. A PETROBRÁS deu autossuficiência ao país, exporta e importa petróleo, em decorrência da estrutura do nosso parque de refino. Essas operações geram um superávit em dólar. Mas Parente é um atento servidor do cassino financeiro e faz da  PETROBRÁS um instrumento dessa sua servidão. Ele está preocupado em ampliar os lucros da empresa, tendo em vista os dividendos que devem ser pagos aos fundos de pensão estrangeiros, ao volume de ações em poder dos grandes bancos. Esta política viciada responde pelo sucateamento que se pretende fazer das FAFEN`s de Sergipe e Bahia. Nessa busca de lucros para contentar acionistas em grande parte estrangeiros, Parente reduziu investimentos, concentrou-se na política de preços, que é um processo de extorsão voltado contra os brasileiros e engordando lucros dos especuladores globais. Seria algo natural, tratando-se a petroleira de uma empresa com ações nas bolsas, com um volume enorme de ações em poder de grupos nacionais e estrangeiros. Mas a PETROBRÁS tem uma ligação estratégica com o nosso desenvolvimento e essa visão deve permanecer ao lado das exigências do mercado globalizado.

          Para livrar-se da pressão formidável dos caminhoneiros, o governo descobriu fórmulas, como a redução do diesel durante 30 dias e a extinção da Cide. Compensando essa renúncia, o governo fez a desoneração da folha de pagamentos de muitas empresas e, com o arrecadado, quer cobrir o que deixou de arrecadar e indenizar à PETROBRÁS pela redução pífia durante 30 dias.

          Continuando a política de preços do senhor Parente, em dois meses, esse suposto benefício terá desaparecido. Se o governo agisse com menos esperteza e um mínimo de honestidade, teria dito aos manifestantes que não haveria solução imediata para o problema, a não ser a alteração definitiva da fórmula perversa inventada pelo senhor Parente, o especialista em drenar recursos da economia produtiva, para levá-los à economia ociosa do sistema financeiro. O ônus de tudo cairá, outra vez, sobre o empresário, sobre o contribuinte, de um modo geral.

PEDRO PARENTE, PRESIDENTE DA PETROBRÁS

 

NOVOS E EXEMPLARES ARACAJUANOS

          Aracaju ganha novos aracajuanos. São dois ilustres personagens acolhidos com a homenagem da cidadania concedida. Em duas solenidades, em dias diferentes, o presidente da Câmara de Vereadores, Josenilto Vitale, presidiu sessões com plenário lotado e muitos em pé. Os homenageados, Cezário Siqueira e Netônio Machado, são cidadãos que têm amigos, independente do fato de serem autoridades. Num tempo em que, como dizia a um amigo o ex-senador Chico Rolemberg, a honestidade transforma-se em rara virtude, o desembargador Cezário e o ex-desembargador Netônio, agora Procurador Geral de Aracaju, são daqueles que fazem da probidade nada mais do que uma obrigação. Por isso, os dois são sempre referenciados, quando se fala sobre pessoas que honram os cargos que ocupam. Cezário é propriaense, Netônio nasceu na margem oposta, em Porto Real do Colégio. Nas duas solenidades, quatro discursos que merecem ser impressos: os proferidos pelo vereador Elber Batalha Filho, falando sobre os  desembargadores, que também foram seus professores, e os proferidos pelos dois homenageados. Na plateia, o advogado Evaldo Campos recebeu, de Netônio, a observação elogiosa, de que ele era o mais brilhante orador entre os que lidam nos tribunais.

          Cezário, presidente do poder judiciário, vai ocupar o governo do estado por cinco dias, de 30 deste a três de junho, quando Belivaldo se afasta para fazer exames finais, referentes a uma cirurgia que fez em 2016, de um câncer de pele. Esse tipo de exame não é realizado em Aracaju e Belivaldo vai a São Paulo pagando todas as despesas do seu bolso, desde as passagens, ao hotel e o tratamento. Belivaldo não precisaria afastar-se do governo, mas o gesto significaria uma homenagem prestada ao Judiciário, no momento em que o preside um cidadão que Sergipe tanto respeita.

          O cerimonial do Palácio foi ao desembargador Cezário perguntar-lhe como ele desejaria a posse e ele respondeu: “Da forma mais simples que for possível”.

CEZÁRIO SIQUEIRA NETO, PRESIDENTE E DESEMBARGADOR DO TJSE, E NETÔNIO MACHADO, PROCURADOR GERAL DE ARACAJU.

Foto: Sílvio Rocha/PMA

A UFS PENSA, AGE, PULSA

          É claro, a vida acadêmica pulsa no campus da Universidade Federal de Sergipe. Ali, muito se pensa, muito se age, muito se procura o caminho certo para a modernidade, seja lidando com a técnica, a ciência, ou com as ciências humanas, e a vivência da política.

          É a moçada discente em ação, o corpo docente também, os funcionários, igualmente esclarecidos, politizados, todos, sem entenderem até agora a atitude do reitor, figurando num vídeo de propaganda eleitoreira do deputado André, líder de um governo que todos, unanimemente, execram e o consideram algoz das universidades brasileiras. Já circulam protestos, em manifestos diversos.

          Na UFS, semeia-se a esperança de um Brasil melhor, livre de políticos que causam vergonha.

          Há faixas em tom vivo amarelo, exigindo do reitor que não cometa a injustiça de demitir servidores terceirizados. O dinheiro é curto, verbas estão sendo cortadas.

        No Centro de Vivência, orientam pessoas solícitas, generosas, a todos os que chegam para visitar uma exposição, por sinal simples, elucidativa e, também, denúncia, até sob forma poética, da devastação ambiental que ameaça este planeta torturado, a casa única da nossa espécie.

          Vale a pena visitá-la até o dia 1º de junho, chama-se Sementes da Esperança. Esta sim, uma primorosa comemoração dos 50 anos da UFS. É elaborada pela ONG ambientalista japonesa Soka Gakkai International.

          A visita se faz revigorante, em crenças, em espírito, em convivências.

PROJETO “SEMENTES DA ESPERANÇA” JÁ VISITOU 24 PAÍSES E JÁ FOI TRADUZIDO PARA SEIS IDIOMAS

Fotos: Márcio Santana/Ascom-UFS

JB ABRE O VERBO E DENUNCÍA

          Numa rádio de Porto da Folha, a Grande Rio, Jackson abriu o verbo pela primeira vez e denunciou a perseguição que Temer montou contra Sergipe. Diz que ouviu de Temer a chantagem: “Você quer o empréstimo da Caixa Econômica, faça seus deputados votarem a favor da reforma da previdência”. E deu pronto a resposta: “Eu não sou dono de deputados, lá em Sergipe coronel do interior já acabou há muito tempo”. Elogiando o então presidente da Caixa, Gilberto Ochi, JB disse que já fora aprovado o empréstimo e Temer, de forma antiética, interferiu para impedir. É por coisas assim que ele, a cada dia mais, se desmoraliza.

          Perguntado se Edvaldo Nogueira irá apoiá-lo, a Belivaldo e a André, Jackson respondeu: “Edvaldo é um valoroso integrante do nosso grupo, um excelente prefeito, um homem comprometido com a forma ética de fazer política e sempre foi leal. Se ele vai pedir votos para André, eu não sei, ele é livre para decidir, mas se André estiver num palanque junto com Edvaldo, nele nem eu e, acredito, nem Belivaldo subiremos”. E concluiu: “Edvaldo sabe que terá um bom futuro político permanecendo apenas onde sempre esteve e ganhou personalidade própria nesse campo”.

          Sobre a saída de Heleno Silva do grupo, indo apoiar André e Amorim, Jackson apenas disse: “Ele foi prestigiado no nosso grupo, para ele e o seu partido sempre criamos amplos espaços, mas, se agora vai juntar-se aos que sempre dele também foram adversários, deve ter sido alguma forma de sedução. Ele não foi preterido como candidato ao Senado junto comigo, apenas ele, pelo que sei, não pode ser candidato, continua inelegível. Sua pena, que era de 3 anos de prisão, foi reduzida para 2, naquele caso dos Sangue Sugas, mas a inelegibilidade por 8 anos permanece. Mas eu torço para que ele dispute a eleição e saiba explicar seu gesto ao povo”.

          JB foi muito aplaudido na saída da emissora, onde muitos o esperavam.

PREFEITO EDVALDO NOGUEIRA E EX-GOVERNADOR JACKSON BARRETO

UMA CONVOCAÇÃO SEM SER  ATENDIDA

          O Ministro da Fazenda convocou os secretários da fazenda de todos os estados para uma reunião. O objetivo: buscar a concordância de todos os estados para a redução do ICMS sobre os combustíveis. O ICMS, efetivamente, é alto, mas é alta, também, a crise financeira que atravessam os estados, que nada têm a ver com a política suicida do senhor Parente. Poucos secretários compareceram e nada ficou decidido.

BRASÍLIA EM CHAMAS, O LÍDER DESPREOCUPADO

          No bate cabeças do Planalto, Marun, com aquela cara de buldog enfezado, procurava o líder do governo no Congresso, enquanto se esfarelava o chamado presidencialismo parlamentar, do qual Temer orgulha-se de ser inventor. O líder André, andava aqui por Sergipe, despreocupado, tratando da sua candidatura. Circulou com o Ministro da Cultura, fazendo convênios para trazer recursos ao forró junino. Ele sempre diz que traz dinheiro do “meu mandato”. André teve tempo ainda para ser levado, ele e o senador Amorim, pelo deputado Jony, o mais novo integrante da tropa de choque de Michel Temer, para uma visita ao casal de pastores Marcos e Cláudia Andrade, da Igreja Presbiteriana Renovada. Jony anunciou nas redes sociais, que os pastores e a igreja irão apoiar André ao Senado, Amorim ao governo e Heleno ao Senado. E concluiu a informação: “Vamos em frente, construindo um novo projeto para Sergipe”.


O DEPUTADO JONY APRESENTA SEUS NOVOS ALIADOS, ANDRÉ MOURA E AMORIM, AOS PASTORES MARCOS E CLÁUDIA


 

CONVITES:

CONVITE PALESTRA DO ACADÊMICO ANTÔNIO PORFÍRIO MATOS NETO

 


CONVITE I CONCURSO LITERÁRIO E LANÇAMENTO DA I ANTOLOGIA LITERÁRIA DE CONTO, CRÔNICA, CORDEL E POESIA DA CONTROLADORIA-GERAL DO ESTADO

 

CONVITE 2a. ETAPA DO PROGRAMA “CONSTRUTORES DA MUNICIPALIDADE” DA ACADEMIA RIACHUELENSE DE LETRAS CIÊNCIAS E ARTES - ARLA

Voltar