Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor e membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências.
Além desse blog, escreve duas páginas dominicais no Jornal do Dia.
A DROGA DO ÁLCOOL E AS OUTRAS DROGAS
05/10/2018
 A DROGA DO ÁLCOOL E AS OUTRAS DROGAS

O cardiologista Antônio Carlos Souza, entre tantos ramos do conhecimento cientifico relacionados à sua profissão aos quais se dedica, tem buscado detectar com maior precisão os efeitos do alcoolismo sobre o sistema cardiovascular, e a cada dia reforça a convicção de que o álcool é uma droga, e como tal gera consequências para a saúde, o coração particularmente, na proporção direta da intensidade do consumo.

Dr. Souza cita números divulgados pela Organização Mundial da Saúde, que revelam em toda a sua dimensão a letalidade do álcool. São mais de três milhões de mortes por ano, o que equivale a uma em cada vinte mortes registradas todo ano.

A intensificação do consumo do álcool, registra-se agora entre adolescentes e jovens de 15 a 19 anos. O consumo do álcool já se expande em adolescentes com menos de 15 anos, de ambos os sexos. Em vários países desenvolvidos o alcoolismo já se tornou o maior problema social a ser enfrentado.

Essas constatações feitas pelo Dr. Souza surgem nesses tempos em que se observa no Brasil um preocupante avanço do imoderado uso do álcool entre os jovens.

Enquanto isso, a nossa incurável hipocrisia faz com que declaremos uma guerra sem tréguas às drogas proibidas, enquanto, ao mesmo tempo, se intensifica a propaganda de bebidas alcoólicas, a qualquer hora do dia. Se faz quase sempre apologia ao uso do álcool, tal qual se procedia antes em relação ao cigarro, quando se fazia a propaganda do fumo associando o seu uso ao sucesso na vida.

Com o insucesso da ¨guerra às drogas¨ tal como se fazem os combates, torna-se evidente que tanto o traficante, quanto uma grande parte da repressão, terminam por se unir em torno dos mesmos interesses. Isso é a constatação que se faz em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos, onde cada vez mais se cheira, e onde cada vez mais se amplia o aparato da repressão.

Transformar a droga num problema unicamente de saúde pública é o caminho que já está sendo preferido por muitos países desenvolvidos, com todos os cuidados que esse passo arriscado exige.

O Uruguai, vizinho nosso, até agora está registrando sucesso, após a legalização do uso controlado da maconha.

Por aqui, o maior problema é a violenta disputa que se trava entre bandidos traficantes pela posse dos pontos mais rendosos.

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